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Pará Notícias

Um novo conceito

Falta de recursos na saúde fecha serviços e ameaça programas. Samu está ameaçado


Um quadro desolador espera a equipe do presidente interino Michel Temer na área da saúde. Com a redução de R$ 5,5 bilhões no orçamento para o Ministério da Saúde este ano, a previsão é que haverá aumento de cortes de todas as ordens. 

Nesta semana, o então ministro da Saúde em exercício, Agenor Álvares da Silva, disse que os recursos para o Samu e para o programa Aqui Tem Farmácia Popular só duram até agosto. 

O Farmácia Popular foi criado há dez anos e subsidia a venda de remédios contra várias doenças, como Parkinson, diabetes, glaucoma, osteoporose, além de anticoncepcional e controle do colesterol. 

Unidades de saúde estão sendo fechadas em todo o Brasil. Ao mesmo tempo, hospitais de referência, como o Hospital das Clínicas de São Paulo e a Santa Casa, também estão restringindo atendimentos ambulatoriais. 

Na esfera estadual e na municipal, funcionários públicos da saúde de diversos Estados e municípios estão com salários atrasados ou parcelados. 

A crise econômica, que levou ao aumento do desemprego, fez com que 1,33 milhão de pessoas perdessem seus planos de saúde, o que tem levado muita gente a bater na porta do já sobrecarregado e subfinanciado SUS. 

Fonte e texto: Agência AE

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