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Pará Notícias

Um novo conceito

Médicos de Capanema denunciam assédio moral



Denúncias de assédio moral, Diretor Clínico irregular, atraso nos pagamentos dos plantões e inexistência de vínculo de médicos que trabalham na Unidade de Pronto Atendimento de Capanema foram algumas das razões que provocaram a visita técnica do diretor Waldir Cardoso ao município de Capanema, região Bragantina, nordeste paraense, nesta quarta-feira (27). O diretor clínico foi afastado pela direção da Unidade, sendo nomeado um novo diretor para o cargo, o que fere a resolução 1342/91 do Conselho Federal de Medicina, que prevê a indicação do diretor clínico pelos médicos da Unidade de Saúde.

“Percebe-se que começou-se a utilizar de métodos pouco ortodoxos no tratamento com médicos na UPA Capanema, com ameaças de demissão e  humilhações que levaram a equipe a se sentir assediada moralmente”, relatou Waldir Cardoso. “Demitem colegas sem avisar. Não aceitam atestado médico, caso o médico fique doente é chamado de preguiçoso”, disseram os médicos. A situação é tão crítica que um médico que sofreu um acidente e quebrou o pé, foi obrigado a comparecer ao trabalho mesmo com o pé quebrado e ainda ouvir expressões pouco louváveis como “pé pirento”.

De acordo com a resolução do CFM, “o Diretor Clínico será eleito pelo corpo clínico, sendo-lhes assegurada total autonomia no desempenho de suas atribuições”.

Além do tratamento inadequado e a falta de médico de sobreaviso para acompanhar pacientes nas ambulâncias, os 18 profissionais trabalham sem qualquer vínculo empregatício com a prefeitura, “o que é gravíssimo”, na concepção de Waldir Cardoso. “Reunimos com o diretor geral da UPA (enfermeiro Américo) para discutir a situação e intermediar um acordo, buscando a harmonia entre a equipe e a gestão, em benefício da saúde”, afirmou Cardoso.

Na pauta da conversa foram incluídos temas como jornada de trabalho, eleição do diretor clínico e elaboração de um Regimento Interno que vai reger o comportamento da equipe médica e da gestão. “Os médicos não se negam a cumprir suas obrigações, mas querem a garantia de seus direitos básicos”, ressaltou o diretor do Sindmepa. Em alguns dias, a pauta de reivindicações será encaminhada à Secretaria de Saúde do município.

Fonte: Sindimepa

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