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Pará Notícias

Um novo conceito

TRE cassa mandato do prefeito Pé de Boto

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu ontem pela cassação do mandato de Ailson Santa Maria do Amaral, prefeito de Igarapé-Miri, popularmente conhecido como “Pé de Boto”, e ainda de seu vice-prefeito, Edir Correa, por crimes de abuso de poder econômico cometidos em 2012, quando foi eleito para o cargo.

A decisão do colegiado, à qual cabe recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entrega a prefeitura temporariamente nas mãos da presidência da Câmara Municipal de Vereadores e ainda cria a necessidade de realização de novas eleições municipais. “Pé de Boto” responde ainda a processo criminal por suspeita de envolvimento com grupo de extermínio responsável pela morte de pelo menos 13 pessoas nos últimos dois anos.

Em setembro último, durante operação realizada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO-PA), da Polícia Civil, ele chegou a ser preso em meio a outros acusados, por desvio de recursos e adulteração de notas fiscais. À época, quando foi preso, Ailson cuidava da campanha do governador Simão Jatene, a quem apoiava no município e de quem recebia apoio recíproco.

“Pé de Boto” foi recebido várias vezes por Jatene, tratando da campanha eleitoral do candidato do PSDB, e gostava de ser chamado de “coordenador de campanha no Baixo Tocantins”. A relação entre os dois vem desde os tempos de campanha para a prefeitura de Igarapé-Miri, quando Jatene gravou um vídeo hipotecando apoio incondicional a “Pé de Boto”, afirmando que ele era seu candidato no município.

No entanto, no último dia 7, por decisão do desembargador Rômulo Nunes, do Tribunal de Justiça do Estado, que entendeu não haver mais necessidade de manter a prisão, visto que as investigações já estavam concluídas e a denúncia já tinha sido entregue ao Ministério Público, ele foi solto.

O procurador de Justiça Nelson Medrado afirma que, embora haja possibilidade de recurso, em uma instância superior, “Pé de Boto” deverá ser cassado definitivamente. “As argumentações foram muito bem feitas e o Ministério Público Eleitoral acompanhou a decisão. Em relação ao pedido de prisão preventiva que eu fiz no processo e que a Polícia também fez, houve uma redistribuição dentro do TJ-PA e esse pedido ainda não foi analisado. De qualquer forma, no momento em que a cassação se der em definitivo, ele perde o foro privilegiado e o processo será encaminhado à Vara de Crimes Organizados, onde indubitavelmente o pedido de prisão receberá análise”, adianta. (Diário do Pará)

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