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Pará Notícias

Um novo conceito

Ex-diretor da Petrobras cita Lobão, Renan e Henrique Alves em lista de propina, diz revista

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa listou o ministro Edison Lob�o, os l�deres do Congresso e at� o ex-governador Eduardo Campos entre os pol�ticos envolvidos com esquema de corrup��o na Petrobras, informou neste s�bado (6) a revista "Veja", sem apresentar documentos e valores.
A revela��o dos nomes faz parte de um acordo dedela��o premiada que Costa fechou no dia 22 de agosto com os procuradores da Opera��o Lava Jato, da Pol�cia Federal, que querem saber como os contratos da Petrobras eram superfaturados e como o valor a mais retornava para os pol�ticos. Dela��o premiada � a figura jur�dica na qual um r�u conta o que sabe � Justi�a em troca de redu��o de pena.
No documento obtido pela "Veja", Paulo Roberto Costa cita pelo menos 25 deputados federais, 6 senadores, 3 governadores, um ministro de Estado e pelo menos tr�s partidos pol�ticos (PT, PMDB e PP), que teriam tirado proveito de parte do dinheiro desviado dos cofres da Petrobras.
Contudo, pap�is obtidos pela Folha mostram que a lista de pol�ticos tem no total 12 senadores e 49 deputados federais. O jornal n�o teve acesso ao documento que cita os nomes dos parlamentares.
Entre os envolvidos est�o o ministro Lob�o (Minas e Energia), o tesoureiro do PT, Jo�o Vaccari Neto, os presidentes da C�mara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Romero Juc� (PMDB-RR) e os deputados C�ndido Vaccarezza (SP), Jo�o Pizzolatti (PP-SC) e o ex-ministro M�rio Negromonte (PP).
Entre os governadores, o ex-diretor cita o ex-governador do Rio S�rgio Cabral (PMDB), a governadora do Maranh�o, Roseana Sarney (PMDB), e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto no dia 13 de agosto em um acidente a�reo em Santos (SP).
INVESTIGA��O
A escolha dos contratos superfaturados e do caminho pelo qual a propina chega aos partidos t�m uma raz�o pr�tica: s�o esses pontos sobre os quais os procuradores t�m menos provas para usar nas a��es penais. Um exemplo dos ind�cios de que Costa cuidava da distribui��o de recursos a partidos: a Pol�cia Federal apreendeu uma caderneta do ex-diretor da Petrobras com anota��es de doa��o de R$ 28,5 milh�es em 2010 para o PP.
Os procuradores dizem nas a��es que os recursos sa�ram de contratos superfaturados da Petrobras, principalmente na constru��o da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, da qual Costa era um dos respons�veis. A obra j� consumiu US$ 18,5 bilh�es (R$ 42,2 bilh�es).
Costa dizia na cela em que est� preso na Pol�cia Federal em Curitiba (PR) que n�o teria elei��es neste ano se ele revelasse tudo o que sabe. Os pol�ticos receberiam, segundo Costa, 3% do valor dos contratos da Petrobras na �poca em que ele era diretor de distribui��o da estatal, entre 2004 e 2012. De acordo com Costa, a distribui��o do dinheiro servia para garantir que os partidos aliados continuassem a apoiar o Pal�cio do Planalto no Congresso Nacional.
O depoimento chegou no come�o desta semana ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o ministro Teori Zavascki homologue o acordo. Por envolver pol�ticos, que t�m direito a foro privilegiado, o caso est� sendo acompanhado pelo procurador-geral da Rep�blica, Rodrigo Janot.
Pedro Ladeira - 10.jun.2014/Folhapress
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa durante depoimento na CPI da Petrobras no Senado
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa durante depoimento na CPI da Petrobras no Senado
Costa foi indicado pelo PP para a diretoria de distribui��o da Petrobras em 2004, ficou no cargo at� 2012 e conseguiu apoios no PT e PMDB. Dessa forma, Costa participou dos dois governos Lula e dos dois primeiros anos do governo Dilma Rousseff.
Ele decidiu fazer um acordo de dela��o premiada como os procuradores da for�a-tarefa da Opera��o Lava Jato depois que a Pol�cia Federal fez buscas e apreens�es em 13 empresas que pertencem a sua filha, sua mulher, seu genro e um amigo dele. Costa tamb�m estava em p�nico com a perspectiva de ser condenado a mais de 30 anos de pris�o.
A maioria das empresas em que a PF fez buscas n�o tinha atividade nem funcion�rios e serviam para receber propina de fornecedores da Petrobras por meio de contratos falsos de consultoria, segundo os procuradores da for�a-tarefa.
Em junho, a Su��a comunicou as autoridades brasileiras de que Costa e seus familiares tinham US$ 23 milh�es em contas secretas naquele pa�s. O ex-diretor havia negado � pol�cia que tinha recursos no exterior. A exist�ncia das contas na Su��a foi o motivo alegado pelo juiz federal Sergio Moro para decretar a pris�o de Costa pela segunda vez, em 11 de junho.
As investiga��es da PF j� haviam revelado a exist�ncia de uma ampla rede de corrup��o na Petrobras envolvendo funcion�rios da empresa, grandes empreiteiras, doleiros e pol�ticos importantes. Os depoimentos de Paulo Roberto Costa est�o sendo colhidos desde o dia 29 agosto pela Pol�tica Federal. Ao todo, j� s�o mais de 40 horas de conversas gravadas, revela a revista.
Editoria de Arte/Folhapress
OUTRO LADO
O tesoureiro nacional do PT, Jo�o Vaccari Neto, disse que nunca tratou de assunto relativo ao partido com o senhor Paulo Roberto Costa e que � "absolutamente mentirosa a declara��o de que tenha havido qualquer tratativa, seja pessoal, por e-mail ou mesmo telef�nica, com o referido senhor a respeito de doa��es financeiras ou qualquer outro assunto". Vaccari Neto afirmou ainda que nunca esteve na sede da Petrobras e que "n�o visita empresas estatais, pois s�o proibidas por lei de fazer doa��es eleitorais".
J� a governadora do Maranh�o, Roseana Sarney (PMDB), disse que repudia as refer�ncias feitas a ela pelo ex-diretor da Petrobras. "Nunca participei de nenhum esquema de corrup��o e muito menos solicitei ao ex-diretor da Petrobras recursos de qualquer natureza. Tomarei todas as medidas jur�dicas cab�veis para resguardar minha honra e minha dignidade".
Em nota, a assessoria do senador Renan Calheiros, um dos citados pelo ex-diretor, informou que o parlamentar "nega e repudia" as "especula��es" de Costa. Disse ainda que as rela��es entre o parlamentar e os diretores da estatal "nunca passaram os limites institucionais".
"� dever do Supremo Tribunal Federal e do Minist�rio P�blico apurar a veracidade das declara��es do ex-servidor a fim de esclarecer se o mesmo merecer� ou n�o o benef�cio da dela��o premiada", diz a nota.
De acordo com a revista, o ministro Edison Lob�o (Minas e Energia) disse que sua rela��o com o ex-diretor sempre foi institucional e nega ter recebido dinheiro. O senador Ciro Nogueira disse que conheceu Costa em eventos do partido e negou ter recebido dinheiro. Juc� nega ter se beneficiado do esquema. Henrique Alves (PMDB-RN) diz que nunca pediu ou recebeu de Costa nenhum tipo de ajuda. Vaccareza disse que s� esteve com ele umas duas vezes. Negromonte e Pizzolatti n�o responderam, destaca a "Veja".
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PAULO ROBERTO COSTA
Diretor de Abastecimento da Petrobras de 2004 a 2012, � suspeito de intermediar neg�cios entre a estatal e grandes fornecedores, recolhendo propina das empresas e distribuindo dinheiro a pol�ticos
Reprodu��o
  • A 1� pris�o Em 20.mar, Costa foi preso pela Pol�cia Federal por tentar ocultar documentos e provas que o incriminavam em esquema bilion�rio de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef (foto). Em 19.mai, ele foi solto por ordem do STF
  • Os ind�cios de propina A PF apreendeu na casa do ex-diretor uma tabela contendo nomes de empresas e executivos, com anota��es que indicam poss�veis pagamentos a campanhas eleitorais
  • Nova pris�o Em 11.jun, Su��a bloqueou US$ 23 milh�es em contas atribu�das ao ex-diretor e seus familiares. As contas estavam em nome de empresas estrangeiras sediadas em para�sos fiscais. Costa foi preso novamente
  • A dela��o O ex-diretor da Petrobras deu o nome de 12 senadores, 49 deputados federais e um governador –ligados ao PT, PMDB e PP– a quem ele teria repassado 3% do valor dos contratos da estatal
  • O acordo Em 22.ago, a PF cumpriu mandados em empresas ligadas ao ex-diretor. Costa aceitou fazer um acordo de dela��o premiada com o Minist�rio P�blico para atenuar sua pena

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