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Pará Notícias

Um novo conceito

Corte em investimentos afasta público do noticiário, diz estudo

Folha De São Paulo
 
O corte de investimentos em reportagem nos EUA está afastando o público do noticiário, seja ele na TV, nas revistas, nos jornais ou nos sites, conclui um estudo anual publicado nesta segunda-feira pelo Projeto de Excelência em Jornalismo do Centro de Pesquisa Pew.

Segundo o relatório "O Estado da Mídia em 2013", as redações de jornais americanos cortaram seus quadros de funcionários em 30% entre 2000 e 2012. É a primeira vez, desde 1978, que os jornais americanos terão menos de 40 mil profissionais, estima o Pew.

As redes de TV também diluíram o investimento em reportagens aprofundadas, do tipo que norteiam debates.

Há quatro anos, esse tipo de material ocupava metade do tempo na rede CNN, um dos principais canais noticiosos do país e que se fortaleceu com a promessa de investir na apuração investigativa.

Hoje, de cada quatro minutos de conteúdo noticioso, apenas um tem esse perfil.

A queda de investimentos refletiu na qualidade do conteúdo e não passou despercebida ao público, alerta o Pew.

"Tudo isso resulta em uma indústria [de mídia] que tem menos pessoal e menos preparação para descobrir notícias novas, cavar mais a fundo aquelas que já emergiram ou questionar a informação que entrega", diz o relatório.

"Nossa pesquisa de opinião para este relatório mostra que o público nota: quase um terço dos participantes, ou 31%, desistiu de acompanhar um veículo porque ele não fornecia mais as informações às quais as pessoas se acostumaram a receber."

Para a pesquisa, foram ouvidas 2009 pessoas na última semana de janeiro e na primeira de fevereiro, e a margem de erro é 2,5 ponto percentual para mais ou menos.
 
MAIS VELHOS


Na contramão da crença corrente, porém, são os mais velhos que mais abandonam o noticiário. Entre aqueles acima de 65 anos, o índice chega a 36%, contra 27% dos que têm até 29 anos.

As redes sociais também são cada vez mais usadas por empresas, políticos, associações e outros atores que têm interesse em fazer sua informação chegar ao público, eliminando o filtro --e os questionamentos-- da mídia tradicional, nota o relatório.

O exemplo mais agudo citado pelo Pew é o da revista "Forbes", que usa o serviço da agência Narrative Science para produzir textos por meio de algoritmos (fórmulas matemáticas ou lógicas).

Nesse modelo, um programa de computador é alimentado por dados pré-estabelecidos por um editor e os organiza, sozinho, em forma de narrativa. Sem repórteres.

A queda de qualidade não é o único problema levantado pelo Pew. O estudo questiona a credibilidade de redações que recebem menos investimentos, enquanto profissionais demitidos de jornais e TVs se tornam cada vez mais cobiçados por empresas, políticos e outros grupos interessados em promover seu nome e suas ideias.

"O esforço de instituições políticas e corporativas para pôr sua mensagem no noticiário não é novo", pondera o relatório. "O que mudou é que as organizações jornalísticas são menos capazes de questionar o que vêm delas e de descobrir fatos novos, enquanto os grupos de interesse se equipam cada vez mais."

MELHORIAS

Apesar das conclusões sombrias, o relatório do Pew aponta melhorias no cenário.

Após uma década em queda, a circulação dos jornais na semana ficou estável em 2012 (oscilou 0,2% para baixo), em 44,3 milhões de exemplares/ dia, e subiu 0,6% no domingo, para 48,8 milhões, estima o Instituto Poynter.

Já o tráfego online para os 25 principais sites de notícias dos EUA ganhou impulso das plataformas móveis (celulares e tablets) e subiu 7,2%, segundo a ComScore, consultoria que mede audiência.

O Pew estima que 31% dos americanos hoje tenham um tablet, quase o quádruplo do total de 2011. Com isso, a receita com anúncios em plataformas digitais subiu 17% no ano, para US$ 37,3 bilhões.

Já a receita publicitária em jornais e revistas continua caindo, mas alguns veículos começam a compensá-la com o aumento da receita de circulação, nota o Pew.
 

1 comentários:

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