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Pará Notícias

Um novo conceito

Rilmar Firmino toma posse como Delegado Geral da Polícia Civil do Pará

Delegado Rilmar conquista o posto mais alto da Polícia Civil
A Polícia Civil do Estado do Pará já está com novos gestores no comando da instituição policial. Tomaram posse, na manhã desta quinta-feira, 10, os delegados Rilmar Firmino de Sousa, no cargo de delegado-geral, e Christiane Lobato, como delegada-geral adjunta, em solenidade no auditório do Complexo da Polícia Civil. Dezenas de servidores das áreas policial e administrativa, da instituição policial, presenciaram a transmissão de cargo de delegado-geral, ora deixado pelo delegado Nilton Jorge Barreto Atayde, que completou tempo de aposentadoria e que dirigiu a Polícia Civil nos últimos dois anos. O evento, que foi presidido pelo secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, contou com representantes dos órgãos do Sistema de Segurança Pública do Estado; do Poder Executivo Estadual; do Poder Judiciário;  do Ministério Público Estadual; da Defensoria Pública; de órgãos da administração municipal de Belém; de entidades da sociedade civil organizada e de movimentos comunitários da Grande Belém e interior do Pará.

Em discurso, Nilton Atayde fez inicialmente um retrospecto de 21 anos de carreira como delegado da Polícia Civil, citando desde o primeiro trabalho como policial civil, ao ser lotado, em 1992, na localidade de Itinga, na fronteira do Pará com o Maranhão. Antes de ingressar na corporação, ele atuou por mais de três anos na Marinha Brasileira. Formado em Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Atayde atuou como advogado entre 1985 e 1992, quando ingressou na Polícia Civil do Pará via concurso público. Já, como delegado, Atayde atuou em Redenção, sul do Pará, e por diversas unidades policiais na capital. Foi diretor das Delegacias Especializadas (Delegacia de Repressão a Entorpecentes e Divisão Especializada em Meio-Ambiente).

Atayde foi o primeiro delegado-geral adjunto após a criação do cargo em 2004. Anteriormente, atuou em outros cargos relevantes na instituição policial, como corregedor-geral da Polícia Civil; diretor de Polícia Operacional; diretor do Departamento de Polícia da Capital (Decap); titular da Polinter (Delegacia de Polícia Interestadual de Buscas e Capturas) e professor da Academia da Polícia Civil. Em 2011, antes de assumir o cargo de delegado-geral, Nilton Atayde era vice-presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Pará (Sindelp). Nilton Atayde tem pós-graduação em Polícia Judiciária na Universidade do Estado do Pará (UEPA) e em Direito Penal e Processo Penal, na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, e atualmente é doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais na UMSA (Universidad del Museo Social Argentino), de Buenos Aires, na Argentina.

Nilton Atayde enfatizou os avanços ao longo de sua administração à frente da instituição policial. Avaliando como positiva sua administração, ele citou investimentos voltados principalmente à melhoria dos serviços prestados à sociedade, como as obras de reforma e construção de cerca de 30 novas Delegacias de Polícia na capital, Região Metropolitana e interior do Estado, e outras 17 novas delegacias cujas obras em andamento; aquisição de novas viaturas, coletes à prova de balas e armas ao efetivo policial; as 409 progressões funcionais de servidores da corporação, o que não ocorria há dez anos; a instituição de novas Delegacias, como a de Proteção ao Idoso e a de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos; a Divisão de Homicídios e sua Delegacia de Homicídios em Ananindeua; a Superintendência da Polícia Civil na Região Metropolitana; a DRE (Delegacia de Repressão ao Entorpecentes) em Ananindeua, e a Divisão de Repressão aos Crimes Tecnológicos.

Atayde ressaltou a criação da Diretoria de Atendimento aos Grupos Vulneráveis (DAV), que presta atendimento específico ao seguimento de pessoas vítimas de discriminação, mulheres, adolescentes, tráfico de pessoas e homoafetivos; do Núcleo de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro e do Núcleo de Pacificação e Prevenção da Violência (Nuprev), ligado ao Serviço Social da Polícia Civil. Atayde enfatizou a criação dos serviços de agendamento telefônico e via internet da emissão de carteiras de identidade, e da emissão eletrônica do Certificado de Antecedentes Criminais. Ainda, nos anos de 2011 e 2012, o delegado Atayde também fez referência à resolução de diversos crimes de alta repercussão social, como as mortes dos ambientalistas em Nova Ipixuna, e o caso Joelson Ramos, morto em um motel, e as operações que resultaram nas capturas de dezenas de criminosos, como traficantes de drogas, entre os quais citou o megatraficante Jocicley Moura, o “Dote”, e de quadrilhas de assaltantes de bancos, de sequestradores e de assaltantes de embarcações, os chamados “piratas”.

O delegado agradeceu ao secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes, pela confiança depositada, e aos parceiros, como o Poder Judiciário; o Ministério Público do Pará; dos demais órgãos da Segurança Pública; da Ordem dos Advogados do Brasil; da Defensoria Pública; da Forças Armadas e órgãos municipais. Salientou ainda a parceria com o Programa Pró-Paz, citando o nome da professora Izabela Jatene, por meio do qual a Polícia Civil foi inserida nas ações sociais do Governo do Estado.

RILMAR FIRMINO Após assinar o Termo de Posse, o novo delegado-geral salientou que irá dar seguimento às evoluções implementadas na Polícia Civil no decorrer dos anos. Ele dedicou sua chegada ao posto mais alto dentro da instituição policial a todos os policiais civis, companheiros de trabalho. Ao mencionar os avanços conquistados no atual Governo do Estado, ele destacou o resgate da missão da Polícia Civil, com a retirada de presos de Justiça das carceragens de Delegacias, na Região Metropolitana de Belém, e a transferência deles para o Sistema Penitenciário. “A presença de presos nas Delegacias fazia com que os policiais civis acumulassem as funções de investigar e de vigiar os detentos. Agora, os policiais civis podem se dedicar à sua missão institucional, que à investigação de crimes”, explica. Essa mesma medida será estendida para as Delegacias do interior, como consequência da construção de novos presídios. Ao salientar que a Polícia Civil é uma das melhores do Brasil, no quesito de elucidação de crimes, Rilmar Firmino foi bastante aplaudido. Ao enfatizar que o trabalho de investigação da Polícia Civil será uma das prioridades de sua gestão, o delegado-geral também vai investir em ações de valorização dos servidores; na melhoria das Delegacias, tanto em prol do atendimento prestado ao usuário quanto para dar dignidade aos servidores.

Rilmar Firmino serviu durante 15 anos no Exército Brasileiro antes de ingressar na Polícia Civil. O então militar foi transferido para o Estado do Pará. Bacharelado em Direito, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1997, Rilmar é formado nos Cursos de Formação Técnico Profissional, de Delegado de Polícia Civil, em Belém; de Formação de Sargentos das Armas, do Exército Brasileiro, em Três Corações (MG); de Aperfeiçoamento de Sargentos, do Exército, em Cruz Alta (RS); de Instrutor de Tiro de Defesa na Preservação da Vida, pela PM do Pará; do Sistema Guardião, pela empresa Dígitro, em Florianópolis (SC); de Operações Táticas do GPE (Grupo de Pronto-Emprego), da Polícia Civil do Pará, e nos Cursos de Imobilizações Táticas e de Segurança de Autoridades; de Tiro Tático, Direção Defensiva e Entradas Táticas, e de Alternativas Táticas Especiais, pelo CORE, da Polícia Civil do RJ.

HISTÓRICO Rilmar Firmino de Sousa nasceu no Estado da Paraíba e ingressou na Polícia Civil do Pará, via concurso público, em 2000. Em quase 13 anos de carreira policial, atuou como delegado em Alenquer, no oeste do Estado. Foi superintendente Regional da Polícia Civil do Baixo e Médio Amazonas, em Santarém; diretor do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), em Belém; diretor da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO); coordenador do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), da Polícia Civil; superintendente Regional da  Zona Bragantina, em Capanema, e delegado-geral adjunto da Polícia Civil. Na carreira como delegado recebeu as seguintes Medalhas e Condecorações: Medalha Militar de Bronze do Exército Brasileiro; Medalha Evanovich de Investigação Policial da Polícia Civil do Pará; Medalha do Serviço Amazônico do Exército Brasileiro; Medalha Tiradentes – PMPA; Medalha do Mérito Policial Civil da Polícia Civil; Medalha Coronel Fontoura – PMPA; Medalha da Defesa Civil do Corpo de Bombeiros Militar do Pará; Colaborador Emérito do Exército e Título Honorífico de Cidadão Santareno, da Câmara de Vereadores em Santarém-PA.

CHRISTIANE LOBATO A delegada ingressou na Polícia Civil, em 2005, via concurso público. Antes de atuar como delegada, trabalhou por 4 anos no Detran (Departamento de Trânsito do Pará), como advogada e coordenadora de Suporte Operacional. Já como policial civil, ela atuou, inicialmente, nas Delegacias de Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari e Muaná, no Marajó; na Unidade do Pró-Paz, em Belém; no Grupo de Pronto-Emprego da Polícia Civil; e foi diretora das Seccionais Urbanas do Comércio e da Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA). Em 6 de julho de 2012, assumiu a nova diretoria da Polícia Civil: a DAV (Diretoria de Atendimento aos Grupos Vulneráveis), responsável pela coordenação das Delegacias da Mulher; da Criança e Adolescente; de Proteção ao Idoso; de Crimes Discriminatórios e Homofóbicos e de Tráfico de Pessoas. A delegada também prestou assessoria às CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) do Tráfico de Pessoas, em Brasília, e da Pedofilia, na Assembleia Legislativa do Pará.

Em sua fala, o secretário Luiz Fernandes anunciou que o delegado Nilton Atayde foi convidado a fazer parte da Assessoria do Governo do Estado. Ele ressaltou, no discurso, as qualidades do delegado Nilton Atayde, como pessoa de transparência, de honestidade e de lealdade. Ele ressaltou que sempre o admirou por essas características. Fernandes enfatizou que, da mesma forma, a chegada do delegado Rilmar Firmino ao posto mais alto na Polícia Civil, não foi por acaso, pois o delegado Rilmar também disponta de todos os requisitos para fazer um excelente trabalho à frente da instituição policial.

Fonte: Polícia Civil

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