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Pará Notícias

Um novo conceito

Nova testemunha irá depor à Justiça sobre morte de Dorothy Stang

Folha de São Paulo
Sete anos depois, o caso da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, assassinada em 2005, terá o depoimento de uma nova testemunha à Justiça. Com isso, é possível que surjam novas provas para mudar os rumos do processo.

O juiz Raimundo Flexa, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, aceitou na segunda-feira (6) uma ação proposta pela defesa de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, condenado como um dos mandantes do assassinato.

Na ação, o advogado Arnaldo Lopes de Paula pediu que fosse convocado para depoimento um policial federal que cuidou da proteção da missionária. Segundo a defesa, esse policial registrou um depoimento em cartório afirmando que a arma do crime foi fornecida pelo então delegado de Polícia Civil de Anapu (766 km de Belém, onde Dorothy foi morta).

A ideia da defesa de Bida é que o policial federal confirme, em juízo, o depoimento. Seria um fato novo no processo que poderia abrir brecha a um pedido de revisão de pena.

O depoimento foi marcado para 3 de setembro e também pode provocar a abertura de uma investigação contra o delegado Marcelo Luz, acusado de ter fornecido a arma --o que ele nega. Procurado pela reportagem, Luz não quis comentar o caso.

A CPT (Comissão Pastoral da Terra), braço agrário da Igreja Católica no país, e o promotor Edson Cardoso, que acompanhou o caso, dizem que as novas provas não devem ser suficientes para inocentar Bida.

"Bida não foi condenado por fornecer a arma do crime, mas sim por contratar os pistoleiros para matar Dorothy", afirma o advogado José Batista, da CPT. A defesa de Bida nega a acusação.

SOBRE O CASO

A missionária Dorothy Stang foi assassinada em fevereiro de 2005. O motivo, segundo a Promotoria, foi a disputa de terras com fazendeiros da região.

Cinco pessoas foram condenadas por sua morte. Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, e Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, foram acusados de serem os mandantes.

Amair Feijoli da Cunha foi acusado de ser intermediário e Rayfran das Neves Sales, de ser o autor do crime.

Todos os quatro estão presos. Clodoaldo Batista, acusado de ser coautor do crime, está foragido desde fevereiro de 2011.

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