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Pará Notícias

Um novo conceito

Coluna Ivo Amaral

Verdades e exageros

Estas duas últimas semanas foram marcadas pelas declarações do técnico Flávio Lopes insistindo que não queria enfrentar o Paysandu e justificando uma derrota contundente pela alegada falta de preparo da sua equipe. Terminado o clássico, domingo último, estranhei a continuidade das declarações até porque não concordei em muitos pontos que o treinador azulino alegava. Se fosse um treinador chegado em cima da hora, desconhecendo o elenco que tinha em mãos, ainda havia um desculpa plausível e aceitável. 

Mas, minha gente, Flávio Lopes é um técnico que está aqui a vários meses, os jogadores em sua grande maioria são seus velhos conhecidos e a insistência em não querer jogar não é justificativa para uma atuação tão pobre quanto aquela que apresentou sua equipe. Não se culpe o preparo físico. O time correu e tentou mudar a sorte do jogo, sem jamais conseguir, até o minuto final. 

O que faltou foi qualidade ao time remista, autor de único chute a gol em toda a partida. Se não estava tão preparado quanto o Paysandu não era um timeco qualquer em campo, pelo contrário. Alguns jogadores recebem grande salários, o elenco não é nada desprezível. Culpar o insucesso alegando pouco tempo de preparo não consigo aceitar de jeito nenhum.
   
O que precisa ser feito pelo presidente Sérgio Cabeça é botar imediatamente um fim nesse decantado desentendimento entre seus diretores. O presidente tem que ter a coragem de decidir quem fica ou quem sai. Isso, sim, precisa ser feito logo para que problemas maiores não ocorram na vida do Leão Azul. 

Desmerecendo Neymar
Em poucas semanas, Neymar saiu da condição de gênio para jogador quase comum, desses que existem as montes pelo Brasil. Pelo menos na equivocada opinião de tantos torcedores, ainda justamente encantados pela genialidade do argentino Messi, sem sombra de dúvida o maior jogador do mundo na atualidade.
 
Neymar tem jogado uma partida atrás de outra e como nunca se contunde está presente em todos os jogos do Santos e da Seleção Brasileira. Não acho que Neymar seja um gênio, e tenho externado isso em vários momentos, não apenas agora. Messi é um gênio; Neymar, ainda um aspirante a gênio.

Bem sei que a derrota para a Argentina está atravessada até agora na garganta do torcedor brasileiro. Agora, achar que o Neymar é o grande culpado, parece até piada.
 
Por falar nisso, o técnico Mano Menezes, que parecia viver momentos de glória após duas vitórias consecutivas no comando da Seleção, volta a ser questionado pelos insucessos frente ao México e Argentina. Bem sei que a vida de treinador é difícil. O grande consolo é que todos eles (claro, os que estão em evidência), estão ricos e com o futuro mais do que garantido para o resto da vida.

Mais uma semana de angústia

Infelizmente, não consigo responder a pergunta que mais ouço nas ruas nestas últimas semanas: quando afinal começam os campeonatos das séries B e C? Como tenho destacado, inclusive na televisão, sou comentarista esportivo e não um jurista nesse emaranhado de questões complicadas que estão travando o início da competição.
   
Nos bastidores falava-se que já neste fim de semana a competição começaria, o que não aconteceu. Agora, espera-se para os próximos dias uma noticia favorável, tirando da angustia e da incerteza os clubes que aguardam as duas séries terem início. Os problemas só fazem crescer, sobretudo na área financeira onde não há  rendas que assegurem a manutenção dos seus elencos. Na verdade, é tanta confusão que tenho até receio de prever um desfecho plenamente satisfatório.

Dois toques

O jovem e futuroso Reis permanece na maior ansiedade, aguardando uma negociação que até agora não foi concretizada. O empresário nas negociações é o mesmo que dois anos atrás tornou-se quase um funcionário do Paysandu, morando em hotel por conta do clube, mas trazendo para cá uma série de bondes que só atrapalharam a vida bicolor. Vamos ver se agora ele consegue conduzir com eficiência a carreira de Reis, um jogador que surgiu com grande brilho na equipe do Remo, mas caiu bastante de produção nos últimos jogos do Leão.
   
Sem que poucos soubessem da vinda antecipadamente, esteve em Marabá a seleção brasileira de futebol de salão, formada por jogadores jovens que lutam por um lugar ao sol na equipe principal do nosso país. Como era um espetáculo inédito, o torcedor de Marabá lotou o ginásio local e viu o Brasil golear a Guatemala por 8x1. Na falta do futebol não poderia haver uma programação melhor.
   
O torcedor bicolor, que vibrou bastante também com a vitória na divisão sub 20, terminou o domingo encantado com o futebol de Bartola, que surgiu de maneira espetacular na equipe principal, mas não conseguiu manter o nível da atuação de estreia. Tenho certeza que sob o comando de um técnico experiente como Roberval Davino, Bartola será ainda neste ano um grande trunfo no ataque do Papão.

Outro craque de projeção internacional também vem sendo questionado nesta Eurocopa. Chegou a vez de Cristiano Ronaldo, um cracaço com uma vaidade maior ainda que seu futebol, mas que, até agora, não conseguiu jogar à altura do que mostra no Real Madrid, onde é o grande artilheiro da equipe. Calma, torcida portuguesa, é apenas uma questão de tempo.   

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