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Pará Notícias

Um novo conceito

CPI do Cachoeira "é uma farsa", diz Mário Couto

Pelo andar da carruagem, a CPI do Cachoeira não vai apresentar nenhum resultado concreto. Será mais uma comissão parlamentar de inquérito que vai acabar em "pizza". A opinião é do senador Mário Couto (PSDB-PA), que em pronunciamento na tarde desta terça-feira, 22, considerou que a CPI servirá apenas "para desmoralizar" o Congresso Nacional e o próprio Brasil diante do fato de que, desde o início, a criação da comissão tem sofrido influência e interferência do Governo Federal, para somente investigar aquilo que é mais conveniente para os governistas.

O pronunciamento de Mário Couto ocorreu no momento em que a CPI tentava ouvir o contraventor Carlinhos Cachoeira, que usou o direito constitucional de não prestar depoimento. Avisou que não falará nada antes de depor em juízo, o que para o senador tucano não foi nenhuma surpresa.

"Há alguns meses, estive nesta tribuna chamando a atenção da pátria. Eu dizia aqui que essa CPI, que o Governo mostrava para a nação como séria, que o Governo parecia querer abrir, parecia esquisita. Eu dizia, naquela ocasião, que essa CPI, depois de ser instalada, seria uma pizza das maiores de todas que já passaram por aqui. O Governo, com essa CPI, desmoraliza a Nação. O Governo, com essa CPI, desmoraliza o Congresso Nacional, acaba com o Congresso Nacional", criticou Mário Couto.

Para o senador tucano, entre os sintomas de que as investigações não irão avançar consta a blindagem da construtora Delta, apontada pela Polícia Federal como braço financeiro do esquema de corrupção montado por Carlinhos Cachoeira. "A Delta continua assinando contrato neste País. Ontem, assinou um contrato de R$ 30 milhões. Pior, Brasil: ela não foi a ganhadora; ela tirou o terceiro lugar e assim mesmo deram para ela (o contrato)", assinalou Mário Couto. "A Delta está rindo da cara dos brasileiros porque sabe que o Governo a protege. Nada vai acontecer, Brasil. Nada", protestou o senador paraense.

Outro sintoma, apontou Mário Couto, está na blindagem, por integrantes da própria CPI, de governadores que poderão ser convocados para depor na comissão. Couto citou especificamente o flagrante ocorrido na quinta-feira passada, 17, de uma troca de torpedos entre o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

Em meio à reunião da CPI, que votava requerimento de convocação, o ex-líder petista escreveu para o governador: "A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu (sic)". Para Mário Couto, a mensagem revela a falta de isenção dos membros da comissão. "Esse membro da CPI deveria sair imediatamente dessa comissão e deveria ser questionado. Ele deveria responder por essa frase. Ele deveria ir para o banco dos réus. Mas nada vai acontecer, Brasil. Os réus estão aí, e ele não vai pertencer a esse grupo, mesmo ficando comprovada a audácia da frase daquele deputado", disse o senador.

Ao final do seu pronunciamento, Mário Couto voltou a questionar o papel do Congresso Nacional diante da implantação do que ele define como "ditadura política" no Brasil, desde que o PT assumiu o Governo: "É um país desmoralizado por esse PT. Por esse partido que assumiu esta nação para acabar com o Congresso Nacional, para desmoralizar o Congresso Nacional, para roubar o povo brasileiro, para manipular, para não acontecer nada com aqueles que roubam o povo brasileiro. O que adianta esta Casa? Para que esta Casa, Brasil? Para que, se essa CPI é mais uma farsa? Mais uma patifaria. Para quê? Eu pergunto, Brasil: o que estamos fazendo aqui? Papel de quê? O PT acabou com o Senado Federal. Acho que isso foi proposital".


Fonte Assessoria parlamentar

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