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Pará Notícias

Um novo conceito

Couto avalia que Brasil vai mal e contesta pesquisa favorável a Dilma

Os mais recentes escândalos de corrupção no Brasil, envolvendo o contraventor Carlinhos Cachoeira e políticos dos mais diversos partidos, mostram que, mais do que nunca, chegou a hora de o Brasil ser passado a limpo e recolocado nos trilhos da ordem e do progresso. Para isso, é preciso que tanto os políticos honestos quanto a população brasileira vistam a camisa verde e amarela para ganhar a guerra contra corruptos e corruptores.

A conclamação partiu do senador Mário Couto (PSDB-PA), em pronunciamento na tarde desta quinta-feira, 26, quando ele voltou a responsabilizar o Partido dos Trabalhadores pelo crescimento da corrupção no País ao mesmo tempo em que criticou a impunidade daqueles que insistem em assaltar os cofres públicos. A CPI do Cachoeira se mostra agora a oportunidade de o Congresso Nacional colocar um freio na corrupção.

"Neste momento em que passa a pátria, a nação, deveríamos todos estar unidos independentemente de cor partidária. É hora de nos unirmos e de fazermos uma faxina de verdade neste País. Que faxina a Dilma faz se seis ministros foram tirados das suas pastas e mais dezenas e dezenas de servidores públicos e nada aconteceu? Nenhum exemplo foi dado à nação. Absolutamente nada aconteceu. Já esquecemos até o nome dos ministros que saíram do Governo por corrupção", indignou-se Mário Couto.
Para o senador paraense, o Brasil "perdeu o leme, perdeu o rumo", para viver numa "ditadura política" desde que o PT assumiu o poder. "A pátria não pode crescer com uma corrupção tão galopante. Todos os setores, toda a pátria está corrompida. Todos os meses, há muitos anos, as televisões publicam a corrupção deste País. Parece que o brasileiro já tem isso como normalidade. O que era, antigamente, um pecado capital, uma anormalidade brutal, uma sem-vergonhice brutal hoje é uma coisa muito simples", atentou Couto.

Praticamente desde que assumiu uma cadeira no Senado, o tucano manifesta preocupação com as irregularidades praticadas no Brasil. Lembrou que tentou criar três CPIs na Casa, mas não conseguiu avançar devido ao rolo compressor do Governo. "Eu aqui chamei atenção durante anos, desde que entrei aqui, para a roubalheira do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Foram trilhões de corrupção. Por eu ser um senador de oposição, ninguém me deu bola. Tentei abrir três CPIs. Derrubaram todas as três, engavetaram, riram da minha cara. Mas não é da minha cara que riem; é da cara do povo brasileiro, que eu represento aqui, do povo do meu querido Estado do Pará, que eu represento aqui", disse Mário Couto.

O senador tucano ainda chamou atenção para o fato de que, ao contrário do que parece, a maioria da população brasileira não se mostra satisfeita com o governo petista. Isso pode ser constatado na pesquisa do Ibope desta semana, na qual a presidente Dilma Rousseff aparece com 77% de aprovação. Ocorre que esse alto índice de aprovação não reflete totalmente a realidade, conforme observou Mário Couto, com base em artigo do jornal O Estado de S. Paulo. Isso porque, para os brasileiros, o governo vai bem somente em três áreas: no combate ao desemprego, à pobreza e no controle do meio ambiente.

Em outras áreas essenciais o governo petista vai muito mal, na avaliação dos entrevistados. Segundo a pesquisa do Ibope, 65% da população reprovam o sistema de impostos; 63%, os serviços de saúde; 61% condenam a segurança pública; 50%, o combate à inflação; e 55% dos brasileiros reprovam os juros. "Institutos de pesquisas, senhores brasileiros, guiam as pesquisas neste País, fazem o que querem das pesquisas", criticou o senador, para questionar: "Por que a Dilma aparece bem nas pesquisas? Porque o instituto faz o que quer. Como a presidente Dilma pode ter popularidade tão elevada se a população desaprova a gestão do governo na maioria dos setores essenciais?".

Para Mário Couto, os políticos precisam parar de "se ajoelhar aos pés do governo" em troca de cargos públicos e outros favores, e levar o Brasil a sério. "É a hora, senadores, de colocar em pratos limpos este País. Vamos mandar para a cadeia os corruptos, os ladrões que assaltam a nossa pátria. Nós temos ordem neste Brasil hoje? Não. A pátria está corrompida. Nós temos progresso nesse país hoje? Não. Nós não temos educação, nós não temos segurança, nós não temos saúde. O país está parado brasileiros e brasileiras".

Fonte: Assessoria de imprensa

MPF recorre à justiça para exigir estudo dos impactos da usina Teles Pires aos povos indígenas

O Ministério Público Federal recorreu novamente à justiça para sanar os vícios no licenciamento ambiental da usina hidrelétrica Teles Pires, em Mato Grosso. Desta vez, procuradores da República de Mato Grosso e do Pará e promotores de Justiça apontam a ausência de estudos sobre o impacto da usina aos povos indígenas da região.

A usina Teles Pires, a primeira das cinco previstas pelo setor elétrico para o rio Teles Pires, vai impactar os povos indígenas Kayabi, Apiaká, Munduruku, cujas terras estendem-se entre os Estados do Pará e Mato Grosso, mas até agora o estudo do componente indígena, obrigatório, não foi concluído pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires S/A, nem exigido pelo Ibama ou pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O estudo do componente indígena deveria ser parte integrante do estudo de impacto ambiental (EIA) e consistiria em subsídio fundamental para a tomada de decisão sobre a viabilidade socioambiental do empreendimento. Para o MPF, é preciso paralisar as obras da usina Teles Pires o mais rápido possível, porque elas foram autorizadas por licenças sem a confecção do estudo do componente indígena específico que abordasse os impactos da UHE Teles Pires sobre os povos indígenas.

Em 2009, um acordo entre representantes  Funai e da EPE dispensou a realização de um estudo de componente indígena específico para a UHE Teles Pires, autorizando o empreendedor a utilizar, por empréstimo, o estudo de componente indígena das usinas de São Manoel e Foz do Apiacás.

Todavia, o estudo do componente indígena emprestado foi reputado insuficiente e incompleto pelo setor técnico da Funai para avaliar os impactos da UHE Teles Pires, o qual concluiu pela necessidade de reformulação dos estudos. Mesmo assim, o Ibama concedeu as licenças prévia e de instalação da usina. Sem o referido estudo, os impactos sobre os povos indígenas não foram mensurados.

Segundo os membros do Ministério Público Federal e Estadual, o acordo entre a Funai e a EPE não considerou a iminência de impactos significativos e específicos da UHE Teles Pires. Além disso, o acordo desconsiderou as consequências da inundação das corredeiras de Sete Quedas e do barramento do rio Teles Pires, uma área de reprodução de peixes migratórios como piraíba, pintado, pacu, pirarara e matrinxã, que são base alimentar das populações indígenas que vivem na bacia do Teles Pires. As corredeiras de Sete Quedas têm uma importância cultural e religiosa para a etnia Munduruku, sendo consideradas um lugar sagrado, onde vive a Mãe dos Peixes, um músico chamado Karupi, o espírito Karubixexé e  espíritos dos antepassados. Para a construção da usina, as rochas naturais da corredeira já começaram a ser detonadas por explosivos.

Outro fator que deixou de ser levado em consideração é que os povos indígenas sofrerão as consequências da intensificação da pressão sobre o território deles por conta do aumento do fluxo migratório, da especulação fundiária, do desmatamento e das pressões sobre os recursos naturais, como a pesca predatória e exploração ilegal de madeira e recursos minerais, que tendem a se acirrar ainda mais no contexto da não-demarcação da terra indígena Kayabi, pendente há quase 20 anos.

De acordo com a procuradora da República Marcia Brandão Zollinger, de Mato Grosso, as irregularidades listadas são gravíssimas e colocam em risco a existência de etnias que dependem do rio para sobrevivência. “Além disso, a usina Teles Pires não é imprescindível ao Brasil. Não haverá qualquer apagão se ela não for construída – ou atrasar sua construção para a realização do necessário estudo de componente indígena. Um país em crescimento necessita de fontes de energia, e isso o Brasil possui em abundância. Ocorre que o planejamento governamental ainda insiste em energia hidráulica como limpa e barata. Não é nem uma coisa nem outra”, afirmou a procuradora.

O procurador da República Felício Pontes Jr, do Pará, lembra a gravidade dos impactos não estudados pelo empreendedor nem pelo Ibama: “estamos falando de impactos que vão mudar pra sempre a vida dos índios nas aldeias, estamos falando de segurança alimentar e sobrevivência, por isso é uma enorme irresponsabilidade permitir a continuidade dessa obra sem os estudos complementares”, afirma.

A ação foi protocolada na Justiça Federal em Mato Grosso no dia 17 de abril e aguarda a decisão do juiz federal da 2ª Vara para o pedido de liminar para suspender imediatamente a obra e o licenciamento da usina Teles Pires até o efetivo julgamento do mérito da presente ação, sob pena de multa.

Fonte: MPF

PT considera relatório do Código Florestal um retrocesso e ameaça não votar o texto

O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), avaliou dia (20) como “retrocesso” e “quebra de acordo” o relatório do novo Código Florestal Brasileiro, apresentado ontem (19) pelo deputado Paulo Piau (PMDB-MG). Para o petista, o texto retoma a ideia da Emenda 164, aprovada no primeiro turno na Câmara e retirada posteriormente no Senado, que consolidava todas as áreas desmatadas até que o governo definisse quais deveriam ser recuperadas.

“É um retrocesso. Mantém a anistia [aos desmatadores], não tem recuperação de áreas desmatadas. É inaceitável e o PT não vai votar esse relatório”, garantiu Tatto. Segundo ele, o acordo fechado entre os partidos da base aliada era o de votar o texto aprovado no Senado. Ele não descatou a possibilidade de obstruir a votação do código.

Mesmo com as críticas, Tatto acredita no bom-senso do relator. “Esperamos que ele [Paulo Piau] possa dialogar, conversar com os partidos, conosco e, se tiver essa margem de negociação, vamos negociar. Senão, vamos votar contra o relatório”.

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), confirmou hoje que, mesmo sem acordo, o parecer do deputado Piau vai à votação na próxima terça-feira (24). “Vai prevalecer a opinião e a opção de cada partido e os deputados vão [votar] de acordo com a sua convicção. Vamos tentar construir um acordo até o dia 24, se não for possível, o plenário é soberano”, disse Maia.

No parecer que apresentou à Câmara, Piau retirou diversos dispositivos aprovados pelos senadores, entre eles, o que fixava áreas que deverão ser reflorestadas às margens de rios e córregos. Na proposta aprovada no Senado, essas faixas variavam de 15 metros a 100 metros, de acordo com a largura do curso d'água.

Para Piau, essa alteração não representa anistia aos produtores rurais. Segundo ele, mesmo sem a fixação dessas áreas, a recuperação ocorrerá conforme parecer técnico do órgão ambiental competente. O peemedebista acrescentou que as faixas nas margens de rios e córregos deverão ser regulamentadas posteriormente por projeto de lei ou medida provisória.

Fonte: AG: Br

Após reestatização da YPF, Argentina pede que Petrobras aumente participação no país

Após o governo argentino anunciar, na última segunda-feira (16), a retomada do controle da petrolífera YPF, o ministro do Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços da Argentina, Julio de Vido, afirmou hoje (20) que seu país deseja que a Petrobras “aumente de 8% para 15%” a participação no mercado interno de petróleo e gás.

A Petrobras é a primeira companhia estrangeira que o governo argentino procurou após o anúncio da encampação da YPF, que havia sido privatizada em 1999 com o capital da empresa espanhola Repsol. Na semana que vem, de Vido, que está em visita ao Brasil, deve reunir-se com representantes das companhias de capital norte-americano e chinês.

O anúncio foi feito hoje (20), logo após audiência com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com a presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster. Segundo Lobão, a estatal brasileira vem investindo nos últimos anos na Argentina cerca de US$ 500 milhões anuais, o mesmo valor projetado para 2012.

A demanda da Argentina, no entanto, é apresentada em momento que a Petrobras precisa aumentar gastos internos  visando à exploração de petróleo na camada pré-sal na costa brasileira (previsão de US$ 224 bilhões), um ano após a estatal ter vendido ativos na Argentina (como postos de abastecimento e refinaria de petróleo), e menos de um mês depois de a província de Neuquén ter cancelado contrato de exploração da companhia brasileira em um campo petrolífero.

Apesar desse cancelamento recente, Lobão assegurou que não há riscos de a Petrobras sofrer qualquer tipo de intervenção na Argentina, como ocorreu com a petrolífera espanhola. “Nós confiamos nas relações com a Argentina, são relações sólidas”, avalizou. O ministro brasileiro não garantiu nenhum aumento de investimentos da Petrobras na Argentina. “A nossa intenção é investir o que mais pudermos”, disse, sem estabelecer valores e prazo.

Além da situação da participação da Petrobras no mercado argentino, Lobão e de Vido trataram dos projetos de construção conjunta das hidrelétricas binacionais Garabi e Panambi, no Rio Uruguai, em trecho de fronteira entre os dois países. Em dois meses, esse é o segundo encontro que o ministro de Minas e Energia brasileiro trata com o governo argentino sobre as hidrelétricas e os investimentos da Petrobras.

Fonte: Agência Brasil

Contra-ataque: Joaquim Barbosa chama Peluso de caipira e tirânico

Por Pedro Canário

A entrevista do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, à revista ConJur serviu de pretexto para o ministro Joaquim Barbosa dizer o que pensa do colega. Peluso disse que o ministro Joaquim Barbosa é “inseguro” e que tem “temperamento difícil”. Na entrevista, o ex-presidente do STF reconhece as qualidades de Barbosa, mas lamenta sua postura: “A impressão que tenho é de que ele tem medo de ser qualificado como arrogante. Tem receio de ser qualificado como alguém que foi para o Supremo não pelos méritos, que ele tem, mas pela cor”.

O ministro Joaquim Barbosa rebateu a análise em entrevista a Carolina Brígido, do jornal O Globo, nesta sexta-feira (20/4). Barbosa disse que Peluso não deixou “nenhum legado positivo”, pois “as pessoas guardarão na lembrança a imagem de um presidente do STF conservador, imperial, tirânico, que não hesitava em violar as normas quando se tratava de impor à força a sua vontade”.

Citou o exemplo da Lei da Ficha Limpa e chamou as discussões acerca do tema, apesar das divergências, de “inúteis”. “Lembre-se do impasse nos primeiros julgamentos da Ficha Limpa, que levou o tribunal a horas de discussões inúteis; [Peluso] não hesitou em votar duas vezes no mesmo caso, o que é absolutamente inconstitucional, ilegal, inaceitável”. O próprio Globo explica que o Regimento Interno do STF permite ao presidente da corte votar duas vezes no mesmo caso. No caso da Ficha Limpa, o duplo voto de Peluso foi decisivo.

JB, como ele é conhecido em Brasília, também acusou Peluso de “surrupiar” o processo de sua relatoria. Ele afirmou: “[Peluso] cometeu a barbaridade e a deslealdade de, numa curta viagem que fiz aos Estados Unidos, para consulta médica, invadir a minha seara, surrupiar-me o processo para poder ceder facilmente a pressões...”

Segundo um ministro que não se quis identificar, todas as deliberações de Peluso foram antes submetidas ao plenário, inclusive nos longos períodos em que Joaquim esteve de licença médica. O ministro Marco aurélio por sua vez, repeliu a idéia de que tenha havido manipulação no comando de votações. "Jamais me senti manipulado, mesmo porque meu espírito não silenciaria diante de tentativa de manipulação do plenário".

Barbosa incomodou-se de ser chamado de inseguro por Peluso, na entrevista que concedeu ao jornalista Carlos Costa, da ConJur. Afirmou que, quando o então presidente falou em insegurança se esqueceu de notar algo muito importante. "Pertencemos a mundos diferentes. O que às vezes ele pensa ser insegurança minha, na verdade é simplesmente ausência ou inapetência para conversar, por falta de assunto”.

Ao site da revista Veja, Barbosa afirmou que Peluso “se acha” e “não sabe perder”, pois a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, “ganhou” todas as brigas que travou com o ex-presidente do STF. À ConJur, Peluso contou que a ministra Eliana se aproveitou de investigações iniciadas por seu antecessor, o ministro Gilson Dipp, e de dar declarações midiáticas, com o propósito da autopromoção.

Temperamento difícil
Sobre o “temperamento difícil”, o ministro Joaquim explicou que é porque, em todos os lugares que ele trabalhou, “sempre houve um ou outro engraçadinho a tomar liberdades comigo, achando que a cor da minha pele o autorizava a tanto”. “Sempre minha resposta veio na hora, dura.”

A cor da pele é sempre um assunto muito caro ao ministro. Ele se diz vítima de preconceito, “porque alguns brasileiros não negros se acham no direito de tomar certas liberdades com negros”, como afirmou ao Globo. Certa vez, chegou a queixar-se com o ex-presidente Lula, que o indicou ao Supremo. Disse se sentir discriminado na corte por ser negro. Lula, então, disse que Joaquim precisava superar seu “complexo de inferioridade”. “Você é igual a qualquer um deles, não tem porque ficar agachado. Eu nem inglês sei, mas sou presidente. Eu me imponho com meu trabalho”, ensinou.

Bom de briga
Quando entra em conflito com outros ministros, o que não é raro, repete o mantra: “Me respeite”. O  entrevero mais conhecido que o teve como protagonista deu-se na sessão plenária da corte, transmitida ao vivo pela TV Justiça e que teve do outro lado o ministro Gilmar Mendes, então presidente do Supremo. Joaquim Barbosa afirmou que Mendes estava destruindo o tribunal, pois faltava lisura a ele e a suas decisões. E afirmou não ser um dos “capangas mato-grossenses” de Gilmar Mendes. O bate-boca ganhou manchetes dos jornais e telejornais.

Ao Globo, perguntado sobre o que achou da entrevista de Peluso à ConJur, voltou a usar qualificativos regionais para diminuir um colega. “Eis que no penúltimo dia de sua desastrosa presidência, o senhor Peluso, numa demonstração de désinvolture caipira, brega, volta a expor a jornalistas detalhes constrangedores de meu problema de saúde”. Peluso informou que o colega não tem problemas na coluna, como ele vem alegando há muitos anos, mas no quadril.

Quando falou de “capangas mato-grossenses” de Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa foi acusado de preconceito, pois se seu colega tivesse nascido em São Paulo, ou no Rio de Janeiro, certamente não seria acusado de ter capangas. O mesmo tom pejorativo foi usado agora para associar "paulista" a "caipira" e "lobista".

Também sobrou para outros ministros. Quando o ministro Eros Grau, hoje aposentado, concedeu Habeas Corpus a Humberto Braz, braço direito do banqueiro Daniel Dantas, Joaquim Barbosa se indignou: “Como é que você solta um cidadão que apareceu no Jornal Nacional oferecendo suborno?”, questionou no intervalo do julgamento. Eros respondeu que não viu motivos para manter a prisão preventiva de Braz, e a tréplica foi que “a decisão foi contra o povo brasileiro”.

Mais tarde, Joaquim Barbosa concedeu HC a Daniel Dantas, garantindo-lhe o direito de não se autoincriminar em uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Eros, em tom de gozação, disse que este HC repercutiria mais que o dele. A resposta foi a fúria. Joaquim Barbosa chamou Eros de “velho caquético”, questionou sua competência e disse que ele escreve mal “e tem a cara de pau de querer entrar na Academia Brasileira de Letras”.

Outros alvos
O ministro Dias Toffoli foi outro alvo do “temperamento difícil” de JB. Recém-chegado ao Supremo, Toffoli havia negado completamente as acusações de que Eduardo Azeredo (PSDB-MG), então governador de Minas Gerais e hoje deputado federal, havia recebido dinheiro de esquema ilegal com o senador Claudio Mourão. Barbosa, relator, disse que o novo colega “parecia não ter lido os autos”.

Toffoli ignorou e continuou a ler seu voto, e a resposta de JB foi “eita!”. Incomodado, o então novo ministro parou. Barbosa, então, falou: “Vossa Excelência parece que não me ouviu e não leu os autos”. Toffoli encerrou: “Eu ouvi o senhor por dois dias. Será que posso continuar meu voto?”

Joaquim Barbosa atacou também o ministro aposentado Maurício Corrêa depois que ele voltou a advogar. Acusou-o de praticar tráfico de influência porque pediu preferência em um processo e não compareceu para fazer sustentação oral. Corrêa, então, foi à tribuna e mostrou a procuração que tinha nos autos daquela ação. O ex-ministro representou contra Barbosa, que foi judicialmente obrigado a se retratar.

Também tentou brigar com outro ministro, o segundo decano Marco Aurélio. Joaquim também o acusou de fraudar a distribuição de um processo. O ministro entrou com representação e provou que não houve fraude, apenas a redistribuição de um processo cujo relator, o próprio JB, não estava em Brasília no momento da distribuição. Joaquim Barbosa só não foi punido porque o presidente do STF à época, ministro Nelson Jobim, botou panos quentes.

Barbosa chegou a reclamar da ausência de ministros em uma das sessões da corte. Na gestão de Gilmar Mendes na presidência, apenas seis dos 11 ministros estavam presentes na última sessão do primeiro semestre de 2009. Eram 10h da manhã. Por conta do baixo quórum, Mendes escolhia quais processos poderiam ser julgados e quais deveriam aguardar quórum qualificado. Inconformado, Barbosa se afasta do microfone, mas o aparelho ainda capta seu desabafo: "No way! No fucking way!"

Operação Sentinela do Norte ocupa as ruas de Belém

O Sistema Estadual de Segurança Pública realiza, nesta quinta-feira,19, a partir das 8h30, a operação Sentinela do Norte. Ela consiste em uma série de ações integradas dos Órgãos do Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesas Social que alcançarão toda a capital paraense. O trabalho conjunto possibilitará uma maior eficiência, eficácia e efetividade no combate a criminalidade e na redução da violência.

A operação Sentinela do Norte resume-se no aumento do emprego de agentes das instituições componentes do Sistema de Segurança Pública na área correspondente aos bairros da capital, efetuando ações de barreiras, saturação e incursão, conforme dados coletados e fornecidos pela Secretária Adjunta de Inteligência e Analise Criminal SEGUP/SIAC e da Seção Estratégica do Comando de Policiamento da Capital (SEST/CPC).

Ela tem como missão intensificar o patrulhamento nas ruas da cidade, aumentando o poder de fiscalização da operação com a presença de órgãos estaduais e municipais de trânsito, realizando abordagens de veículos e pessoas.

As barreiras, assim como o trabalho de saturação e incursão, ocorrerão simultaneamente em todos os bairros de Belém, incluindo Outeiro e Icoaraci. Todas as ocorrências serão encaminhadas à delegacia de Polícia Civil da área.

O posto de comando integrado será instalado no quartel do Comando de Policiamento da Capital – CPC, localizado na travessa Francisco Monteiro, no bairro do Marco. Onde haverá uma equipe do CPC Renato Chaves de prontidão, a fim de atender demandas referentes a verificação de documentos de identidade e chassis adulterados.

A Sentinela do Norte será comandada pelo tenente coronel Hilton Celson Benigno de Souza, comandante do policiamento da capital.

PT não tem interesse em CPI, critica Mário Couto

O senador Mário Couto (PSDB-PA) voltou à carga contra o PT na tarde desta terça-feira, 17, ao acusar o partido de ter "institucionalizado" a corrupção no Brasil ao ponto de impedir o andamento de praticamente todas as comissões parlamentares de inquérito (CPIs) criadas tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, para investigar desvio de dinheiro público ao longo do governo petista. "O PT estraçalhou até então todas as CPIs. Fizeram o que quiseram com os senadores. Humilharam os senadores. Não deixaram os senadores cumprirem com suas obrigações regimentais e constitucionais", protestou Couto.

Para o tucano paraense, a CPI da Cachoeira não terá destino diferente: também deverá sofrer interferência do Executivo, para ao final da apuração não apresentar os resultados esperados pela sociedade brasileira, podendo até mesmo ser arquivada prematuramente. Isso porque o PT também pode surgir no escândalo envolvendo o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Telefonemas grampeados pela PF mostram que Carlinhos Cachoeira mantinha relações suspeitas com políticos de vários partidos, empresas e magistrados. "Eles já estudaram todos os métodos para arquivar essa CPI. Só que não podem mais voltar atrás. Tem que prosseguir. Mas eles estão dando uma trégua. Esperando esfriar os fatos para que mais tarde, rapidamente, possam mandar arquivar. A oposição vai brigar na apuração desses fatos. A sociedade brasileira quer, pede. Chega, Brasil, nós não aguentamos mais tanta corrupção neste país", disse Mário Couto.

O primeiro sinal de que está em andamento uma "operação abafa" contra a CPI, apontou o tucano, está na intenção do PT de adiar a criação da CPI até o retorno à presidência do Senado de José Sarney (PMDB-AP), internado desde sábado, 14, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. "Eu já disse aqui que colocaria a mão no fogo se o PT não estivesse envolvido no escândalo do Cachoeira. Estão segurando a CPI. Se arrependeram de fazer o movimento da CPI", frisou o senador paraense.

Mário Couto chamou atenção para o fato de que a mesma empreiteira que recebeu R$ 4 bilhões do Governo Federal – a Delta Construções S.A - doou R$ 8,5 milhões para o grupo de Cachoeira justamente em ano eleitoral (2010), conforme investigação da PF. A Delta ainda registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2010, a doação de R$ 2,3 milhões para campanha eleitoral. Desse montante, R$ 1,1 milhões foi para o Comitê Nacional do PT. O restante, para o PMDB.

"Essa CPI vai ser boa. Se o PT deixar, se a presidente Dilma deixar essa CPI vai mostrar ao Brasil quem é o PT de verdade", provocou Mário Couto, para arrematar: "Historicamente em nenhuma administração, em nenhuma presidência, seja de que partido for, aconteceu tanta corrupção como na administração do PT. O PT, queiram ou não queiram, fica na história desse país como o partido que implantou o germe da corrupção, que constitucionalizou a corrupção neste País, que decretou definitivamente que todos os políticos do PT têm liberdade de roubar, de burlar o povo brasileiro e que com ele nada vai acontecer".

Jader pede direito de resposta ao Estadão

Exoneração no INCRA

A respeito de reportagem da Agência Estado publicada com destaque no O Estado de São Paulo, reproduzida em outros veículos, e em respeito aos leitores, informo que a demissão de Francisco Carneiro, Superintendente Regional do Incra no Pará não me causou aborrecimento ou preocupação alguma pois não fiz, no governo Dilma, nenhuma indicação para qualquer cargo federal no Pará e no Brasil. Aliás, não tenho interesse  em indicar quem quer que seja para qualquer cargo, pois no passado, como eu achava que sugerir nomes  não fosse crime, acabei vendo meu nome envolvido em todo tipo de especulação leviana. Portanto, não sei do que se trata, não conheço e nem indiquei o Sr. Francisco Carneiro para o Incra, da mesma forma como nada tenho a ver com a presença de Kofi Annan em Damasco. 

Aqui no Pará todos sabem que o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) está totalmente comprometido com os parlamentares do Partido dos Trabalhadores. As fontes usadas para produção da matéria ou não existem ou mentiram. Espero que a liberdade de expressão, da qual tanto falam os jornalistas, também permita ao cidadão comum ou ao homem público o direito de ser ouvido.

Senador Jader Barbalho

Quem pagará a conta?

O prefeito de Capanema, Eslon Aguiar (PR) numa manobra para melhorar sua imagem nas pesquisas, está tentando tapar o sol com a peneira trazendo a Capanema, no dia da inauguração da Praça Magalhães Barata (26/04), fechada desde o ano passado, a cantora baiana Daniela Mercury.

Resta saber quem pagará essa fatura, se a prefeitura ou as empresas da família do prefeito.

Eslon, como se sabe, não anda de bem com a população que viu a praça ser fechada próximo do final do ano. E se não bastasse, boa parte dos benjaminzeiros foram arrancados por estarem agonizando de uma hora pra outra.

Governo esnobe é isso mesmo: O povo anda na miséria, pisando na lama, com ruas esburacadas, mas vendo o show dos horrores acontecendo de vento em popa na city.

Como o MPE finge que tudo anda as mil maravilhas em Capanema, dizer que isso é promoção pessoal com show e comício, provavelmente campanha extemporânea passará longe do entendimento de nossa eficiente justiça.