Siga nosso blog!

Segudores do Google +

Amigos do Facebook

--=

Pará Notícias

Um novo conceito

Retrato e Falta de Ações Efetivas

Por Lourembergue Alves
   
A Europa está em crise. Esta, a exemplo de uma avalanche, arrasta o que encontra pela frente, e deixa rastros por onde passa. Pobreza, miséria e intranquilidade são alguns deles. E porque não dizer, os mais fortes. Pois são bastante nítidos seus traços. Tanto que cresce o número de pedintes, de desempregados e de casas comerciais com portas fechadas. Sobretudo na Grécia e Portugal. Talvez por apresentarem situações muito comprometedoras. Antes mesmo do dito processo, que se iniciou nos Estados Unidos. Tudo em função de erros e descuido de seus governantes.
   
Afinal, crise alguma se estabelece sem, antes, ter encontrado cenário que lhe seja favorável. Isso, aliás, não é segredo para ninguém. Nem mesmo de alguém que jamais esteve matriculado no curso de economia, ou de administração de empresas. E nem precisa ter feito tal matrícula para perceber quando uma situação já está comprometida. Pois dinheiro algum chega para comprar os produtos de primeira necessidade, os quais têm seus preços majorados frequentemente, e até no mesmo dia. Experiência sentida pelos brasileiros, em tempos de inflação alta. Tempos em que as maquininhas de majoração de preços dividiam com o consumidor o espaço entre as prateleiras dos supermercados. O que suscitou a música: “é preciso um saco de dinheiro para comprar um quilo de feijão”.
   
Música, talvez, desconhecida pelos jovens hoje em dia, aí no Brasil, que se embalam com as melodias das baladas. Principalmente aqueles jovens que nasceram e fizeram adolescentes a partir de 1994, com a instalação do Plano Real e o favorecimento dos mercados nacionais e internacionais. O que promoveu um quadro de estabilidade. Ainda que se percebam desacertos promovidos pela gestão anterior, por força de uma gastança desenfreada para eleger a sucessora, que agora vive preocupada em “tampar” os rombos particularmente de 2010.
   
Ano em que a economia européia sofreu o seu mais duro golpe. Reprisado em 2011, e teve a contribuição de equívocos dos governos. Isso propiciou os desarranjos que se tem. Com o custo da carne de vaca, por exemplo, em um patamar bastante elevado. Longe do alcance dos portugueses de baixa renda. Estes, e não somente eles, evidentemente, que vivem na fronteira, preferem comprar, sobretudo o dito produto nos supermercados da Espanha. São sacolas e mais sacolas que atravessam a linha fronteiriça. As câmeras de TV mostraram essas cenas na última quinta-feira.
   
Retrato que deve ser ampliado. Particularmente com o boato de empresas fechadas e de outras que procuram se transferir para outros lugares. Isso, obviamente, cresce o índice percentual do desemprego, e este faz murchar o mercado interno, que se vê também em situação complicada com a ausência de respostas ou soluções por parte da equipe econômica.
   
Apesar disso, as pessoas ainda têm esperanças que as coisas possam mudar. E tudo indica que isso, realmente, venha acontecer. Mas não imediatamente. Afinal, as pegadas da crise são tão fortes e marcantes que dificilmente serão apagadas com a mudança da temperatura. É preciso bem mais. Esforço e plano econômico são, talvez, as ações prementes, mais necessárias. Até para mexer um pouco com o cinzento que ameaça tomar conta de toda a fotografia portuguesa, grega, italiana e espanhola.    

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista de A Gazeta, escrevendo neste espaço às terças-feiras, sextas-feiras e aos domingos. E-mail: Lou.alves@uol.com.br

0 comentários: