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Pará Notícias

Um novo conceito

Presidente Dilma quebra acordo com aposentados

A presidente Dilma Rousseff foi duramente criticada nesta terça-feira, 16, pelo senador Mário Couto (PSDB-PA), por ter quebrado o acordo entre a oposição e a bancada governista no Congresso Nacional para que na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012 já fosse garantido aumento real para os aposentados que ganham acima do salário mínimo.

Sem qualquer justificativa plausível, Dilma Rousseff vetou emenda apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) ao artigo 48 da LDO, que dizia que ficavam "assegurados na Lei Orçamentária os recursos necessários ao atendimento da política de ganhos reais aplicáveis às aposentadorias e pensões do Regime Geral da Previdência a serem definidos em articulação com as centrais e com os representantes das organizações dos aposentados".

"Ora, senador Paulo Paim, tirar do aposentado brasileiro dizendo que é para conter as despesas de custeio é um verdadeiro absurdo. Tirar do aposentado brasileiro o direito líquido e certo, na hora em que ele vive na miséria? Hoje, o aposentado brasileiro não tem condições sequer de pagar um remédio para a sua sobrevivência. Aqueles corruptos, que roubam a nação, com certeza, estão com a geladeira cheia de produtos alimentícios da melhor qualidade", ironizou Mário Couto.

Em aparte, Paulo Paim confessou que não entendeu o veto aos aposentados e que, diante disso, buscou esclarecimentos. "Fui informado pelo Planejamento que era uma questão técnica e que, na Lei Orçamentária, esse debate se dará. Fui também buscar esclarecimentos na Casa Civil, e me disseram também a mesma coisa. Claro que, a essa altura, eu fiquei muito preocupado, como está preocupado V. Exª. Com certeza haverá inúmeras mobilizações", previu o petista.

Para Mário Couto, a quebra do acordo pelo PT "não é novidade", mas ele esperava que Dilma Rousseff fosse se sensibilizar com a situação dos aposentados brasileiros diante de uma realidade inquestionável, a de que o salário da maioria dos aposentados se aproxima cada vez mais do mínimo apesar dos longos anos de contribuição à Previdência. "Pensei, sinceramente, que a presidenta Dilma fosse sensibilizar-se com a situação dos aposentados brasileiros, até porque, Brasil, dizem que a mulher tem um coração muito mais sensível que o do homem. Enganei-me redondamente com o caráter e com o coração da presidenta da República", lamentou o tucano.

Ainda da tribuna, Couto observou que não é com o veto aos aposentados que o Governo irá reduzir os custos, como tenta justificar. "Por que a presidenta Dilma não demite os 23 mil DAS como forma de cortar os gastos neste País? São 23 mil DAS, todos apadrinhados petistas, ganhando em torno de R$ 13 mil por mês. Esses, sim, tinham que ser demitidos para se conter os gastos públicos", opinou.

Outra medida, acrescentou Mário Couto, está no combate sem trégua à corrupção, que, por ano, consome entre R$ 41,5 bilhões e R$ 69,1 bilhões dos cofres públicos, segundo último estudo da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). "No momento em que a pátria assiste a índices alarmantes de corrupção, a desvio de dinheiro público, dinheiro do povo, a presidenta se nega a conversar ou a designar alguém, algum líder para conversar sobre a situação dos aposentados e sobre aquilo que foi acordado anteriormente. Eu não acredito mais. A nossa batalha não começou hoje, nem ontem. A nossa batalha já se vão aí quatro, cinco anos é longa, senador Paim. Só temos uma alternativa: vamos convocar todos os aposentados deste País e vamos ao Planalto mostrar a situação dos aposentados para a presidenta", conclamou Mário Couto.

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