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Pará Notícias

Um novo conceito

Nota de Repúdio

A Associação da Cadeia Produtiva Florestal da Amazônia (UniFloresta), no âmbito de suas responsabilidades para com o desenvolvimento sustentável local, repudia com veemência as ações dos criminosos que culminaram com a morte do casal José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva.

A UniFloresta informa tristemente que esta realidade não tende a acabar por mais que os entes públicos afirmem que combaterão firmemente os assassinatos e puniram os autores dos disparos.

Tal constatação da UniFloresta, sobre futuras mortes, decorre do triste fato que o marco regulatório nacional se caracteriza por adotar medidas paliativas ao invés de mudanças estruturais, ou seja, o problema da criminalidade local não acabará simplesmente com a prisão dos criminosos, mas sim com ações mais profundas que invertam o paradigma público centrado na coerção e controle para outro paradigma que ressalte a cooperação e desenvolvimento.

Desta sorte, relatamos que as mortes, notadamente injustificáveis, ocorreram porque ao invés dos órgãos públicos se preocuparem com o fortalecimento da economia local de modo que os produtores florestais madeireiros substituam a subsistência de suas famílias por outras atividades econômicas, tratam de centrar esforços exclusivamente em controle, portanto, sem preocupações com a perpetuação das sociedades locais.
 
Pontuamos, assim, que a vocação florestal madeireira da Amazônia não deve ser tratada como passivo das riquezas nacionais, mas como ferramenta de promoção de desenvolvimento.

Afirmamos que os maiores interessados na preservação ambiental da Amazônia são os produtores florestais madeireiros tendo em conta que o recurso florestal é condição determinante para manutenção da atividade econômica deste grupo, desta forma, qualquer atitude que deprede a natureza é repudiada por ser maléfica as atividades do próprio setor, que, infelizmente, sofre da predisposição da sociedade civil em vê-lo como prejudicial à Amazônia, sendo que, de fato, representa a melhor maneira para pulverizar renda e emprego na região, já que, em contrapartida as riquezas minerais geradas no Estado do Pará, o setor florestal conserva, em caráter majoritário, as riquezas dentro da economia local.

Precisamos, por fim, ressaltar a necessidade de investimentos em segurança para que crimes bárbaros como este sejam punidos exemplarmente, porém, de forma que não se desrespeite o conceito de desenvolvimento sustentável, ou seja, deve haver intenso controle e coerção, mas com base nos princípios de que políticas públicas locais devem ser ambientalmente corretas, economicamente viáveis e socialmente justas, caso contrário, a Amazônia continuará insustentável.

UNIFLORESTA Associação da Cadeia Produtiva Florestal da Amazônia
Av. Julio Cesar 3642 – Val de Cães CEP 66617-420 – Belém – Pará
Fone/Fax: 55 91 3257-6437 www.unifloresta.org.br

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