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Pará Notícias

Um novo conceito

Faleiro faz discurso enérgico na avaliação de 100 dias de Jatene

Deputado acusa o PSDB de fazer uso do governo como instrumento de luta partidária
 
 
O deputado Aírton Faleiro, vice-líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, afirmou na manhã desta quarta, dia 13, que o governo de Simão Jatene (PSDB) priorizou nestes 100 dias de sua gestão, a briga partidária em detrimento do interesse público do povo paraense. “Está errado fazer luta partidária por via do governo. Deixe que a luta partidária seja feita pelos partidos e o Executivo deve cuidar das políticas de governo. Assim a sociedade ganha mais”, recomendou Faleiro.
 
Sobre o anúncio da agenda mínima para os 4 anos de governo Jatene, Faleiro é taxativo. “Se trata de feijão com arroz com apenas 1 ovo frito e  com pouco sal. Está faltando o bife. Sua agenda mínima para os quatro anos não anuncia nada de extraordinário. Aí, então, a necessidade de esconder o fraco governo. E por isso essa obsessão em diminuir os feitos do governo que lhe antecedeu”, disse.
 
Com base no comportamento do governo do PSDB nestes 100 dias de gestão, a interpretação de Faleiro é de que o atual governo está movido pela disputa política partidária e não pelo interesse público de governar em beneficio do povo.
 
O parlamentar exemplificou fatos que comprovam esta afirmação como a tentativa de desconstrução da imagem do governo do PT.  “Está clara a tentativa do governador do PSDB de colocar em primeira mão a busca por desconstruir qualquer lembrança positiva do governo anterior (seu adversário para as eleições futuras)”, disse.
 
Na campanha eleitoral de 2010,  o PSDB trabalhou fortemente, em varias regiões e segmentos sociais, a idéia de que Ana Júlia não teria feito nada e que teria sido um governo sem grandes obras. Agora depois de eleito, o governo atual busca consolidar a idéia de que o governo anterior nada fez e o que fez foi mal feito e que o  novo governo, este sim, será um governo de realizações e competente. Isto segundo Faleiro faz parte de uma estratégia política para diminuir o adversário e esconder as fragilidades da nova gestão.
 
Outro exemplo é de que na mensagem lida no início dos trabalhos legislativos em fevereiro de 2011 o governador usou 80% de seu tempo para falar mal do governo passado e 20% para sinalizar com algumas ações que não eram nada além do que, o governo que tanto criticava, tinha iniciado ou planejado. Outro fato é que no ato de balanço dos 100 dias de governo, no qual pela primeira vez, anuncia o que pretende fazer, o governador e seus secretários se voltaram, mais uma vez, para atacar o governo anterior. “Desta vez com alvos mais definidos, ou seja, atacar as obras que podem se tornar marcas positivas do governo do PT na lembrança das pessoas. Por isso a tentativa de emplacar a idéia de que o elevado da Julio Cezar com a Pedro Álvares Cabral tem gritantes problemas”, destacou.
 
Outro ponto de crítica dos tucanos e  que tem como objetivo continuar diminuindo os feitos do governo petista  é a obra da Santa Casa.  De acordo com Faleiro o governo de Ana Júlia conseguiu, a partir de importantes investimentos, reverter, o desgaste com as mortes de Bebês, na época de sua gestão. Agora em meio a notícias de recentes mortes de Bebes, desta vez na gestão do novo governo, o que se observa é um ataque planejado para assim ofuscar as ações do governo do PT na Santa Casa, e ao mesmo tempo tirar de pauta as novas mortes dos Bebês na Gestão tucana.
 
É com este objetivo que se organizou a vinda do Secretário de Obras do governo, Joaquim passarinho, na Alepa. “A vinda do secretário Joaquim Passarinho tem o objetivo de continuar desconstruindo a imagem do governo anterior. Lembro que quando fomos à Santa Casa recentemente, averiguar a situação da morte dos bebês nesta instituição, amplamente divulgado pela imprensa, tivemos uma atitude de respeito e inclusive, reproduzimos a versão da diretoria que nos foi dada. Então agora as críticas estão se revertendo contra o governo do PT e digo que dessa maneira não dá pra ser fazer ‘pacto pelo Pará’, como propõe o governador”, criticou.
   
Outro aspecto apontado por Faleiro que demonstra a priorização da luta partidária por parte do atual governo do estado do Pará  em detrimento aos benefícios à população é o tratamento de distanciamento dado ao governo federal. “Um bom exemplo para esta observação foi a forma como se anunciou a Agenda mínima durante a cerimônia dos 100 dias, onde não foram incluídas as obras do PAC 2 sob  o argumento de que tais ações não estavam sobre o controle do governo do estado. Neste caso os tucanos terão maior dificuldade de tratamento já que grande parte dos partidos que compões sua base de apoio é aliada ao governo Dilma”, apontou.
 
CAMINHOS DA OPOSIÇÃO

Diante desta tentativa de desconstrução do governo anterior, a oposição feita pelo PT trilhará o caminho da eficiente e enérgica reação. “Se permitirmos que se consolide a desconstrução dos legados do governo anterior estaremos permitindo a desconstrução do PT”, afirmou. 
 
Ao finalizar seu discurso o deputado assegurou que o PT terá a humildade necessária para assumir seus erros, pois ao contrario não teria perdido as eleições para o governo do estado.  “Se não tivéssemos errado não teríamos perdido o governo do Estado em 2010”, disse.
 
Faleiro afirmou também que o PT fará oposição com serenidade e com  análises comparativas, área por área de atuação de governo e contarão, certamente, com o apoio  da população, para fazer as cobranças ao governo tucano.  “Não irá demorar e a sociedade não aceitará como desculpas as críticas ao governo anterior e estará junto com o PT cobrando do governo tucano que faça, pelo menos, tanto quanto o governo do PT fez. Sem parecer arrogante, penso que um curto prazo tempo, muita gente dirá que está com saudade do governo do PT. Vamos continuar defendendo nosso legado, porque temos um legado sim”, ratificou Aírton Faleiro.
 
A bancada do PT, por meio de seu líder, deputado Carlos Bordalo, pediu em requerimento, que se seja criada uma comissão externa para acompanhamento da execução da agenda mínima.
 

Fonte: Assessoria parlamentar

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