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Pará Notícias

Um novo conceito

Campanha Carne Legal fica entre as três finalistas do GreenBest

A campanha Carne Legal, ação de comunicação do Ministério Público Federal (MPF) pela sustentabilidade na pecuária, é uma das finalistas do prêmio GreenBest, o primeiro concurso nacional para selecionar as empresas, produtos e projetos que mais contribuem para a sustentabilidade no país. A Carne Legal está entre as três iniciativas eleitas pelo júri acadêmico na categoria campanhas publicitárias, conforme anunciou a organização do concurso nesta terça-feira, 29 de março.

Na votação do júri oficial, os concorrentes são avaliados nos quesitos iniciativa, inovação, sustentabilidade do negócio e/ou produto, impacto socioambiental e contribuição para o desenvolvimento da consciência e do mercado sustentável. Além da Carne Legal, entre as top 3 campanhas eleitas pelo júri estão as campanhas A Hora do Planeta, da WWF, e Xixi no Banho, da SOS Mata Atlântica.

A divulgação dos vencedores está prevista para 17 de maio. O júri reúne profissionais reconhecidos por seu trabalho e liderança na área de meio ambiente e sustentabilidade. São jornalistas especializados na cobertura da questão ambiental, como Aline Ribeiro, da revista Época, André Trigueiro, da GloboNews, Andrea Vialli, de O Estado de S. Paulo, Denis Russo, da Veja, Marcos Sá Corrêa, do site O Eco, além de integrantes de empresas certificadoras, de organizações ligadas ao manejo florestal, de consultores e da ex-senadora Marina Silva.

A campanha - Lançada em junho de 2010, a campanha convida os consumidores a valorizar produtos de origem legal, ou seja, aqueles procedentes de propriedades rurais onde não ocorram desmatamento e trabalho escravo, entre outros crimes e irregularidades. O convite foi feito por meio de peças publicitárias para rádio e TV, cartazes, fôlderes e adesivos. A veiculação dos vídeos e dos spots foi inteiramente gratuita, apoiada por veículos de comunicação atentos à importância do tema.
 
Também foi lançado um site com informações em detalhes sobre a questão e um documentário em que são entrevistados produtores preocupados com a questão da sustentabilidade e que mudaram suas práticas em prol do meio ambiente e da responsabilidade social.

A iniciativa do MPF buscou inserir a preocupação no debate público. E a meta vem sendo atingida: após o lançamento da campanha, reportagens em jornais, TVs, rádios e sites e artigos publicados em blogs discutiram como aliar os interesses econômicos de produtores rurais, frigoríficos, empresários dos setores calçadista e do varejo, por exemplo, aos direitos dos cidadão a informações sobre os produtos comercializados, à preservação ambiental e à garantia de que as mercadorias que ele leva para casa não foram produzidas a partir de violações de direitos de outras pessoas.

Pelo site da campanha, professores e outros profissionais puderam solicitar cópias do documentário, dar sua opinião e ajudar a divulgar as informações, inclusive por meio da exibição do documentário em salas de aula e eventos em empresas e instituições públicas.

Cadastro ambiental ampliado em 500% - Antes da atuação do MPF, no Pará haviam apenas cerca de 900 propriedades rurais inscritas no cadastro ambiental rural do Estado.

Com os acordos promovidos pela instituição e com a campanha Carne Legal, esse total chegou, em janeiro de 2011, a 48,3 mil propriedades registradas. Dados como esses serviram como base para que outros órgãos públicos e a imprensa apontassem a atuação do MPF como um dos fatores fundamentais para que a Amazônia Legal tivesse em 2010 a menor área desmatada já registrada na história do país, desde que o monitoramento passou a ser feito via satélite, em 1988.

Os lançamento de iniciativas semelhantes em seguida ao lançamento da Carne Legal também provou a importância da discussão do tema. Frigoríficos que assinaram acordos com o MPF passaram a divulgar seus produtos dizendo que "nossa carne é legal". Os três maiores frigoríficos do Brasil deixaram de comprar bovinos de mais de 200 fazendas localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas no bioma Amazônia. A imprensa ressaltou que a medida foi motivada pela pressão da sociedade e campanha do MPF.

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) anunciou uma consulta pública para elaboração do Regulamento de Critérios de Sustentabilidade para Processos Produtivos em Geral. O objetivo da iniciativa, pioneira, é estimular a indústria e o agronegócio a conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e o bem-estar social. O documento será dirigido a fabricantes e produtores rurais interessados em saber quais são os princípios, critérios e os indicadores que a indústria brasileira deve seguir para identificar se o processo produtivo é sustentável ou não.

Grandes empresas do comércio varejista anunciaram o lançamento de programas de rastreabilidade que permitem aos clientes identificar a procedência dos produtos. Na Feicorte, a maior feira indoor de pecuária do mundo, pela primeira vez foi criado um espaço de debates em torno da pecuária sustentável.

Fonte: MPF-PA

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