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Pará Notícias

Um novo conceito

PT e PSDB trocam acusações na tribuna da câmara federal

Os deputados federais do Pará, Claudio Puty – PT e Wandenkolk Gonçalves - PSDB subiram a tribuna para trocarem acusações. Para quem não teve conhecimento do que se passou em plenário ou não teve tempo para assistir a TV Câmara; disponibilizados na integra os discursos dos parlamentares, onde Puty defendeu os interesses da ex-governadora e atacou o governador Simão Jatene e Wandenkolk que fez o mesmo, se não pior, muito pior.

Acompanhe a troca de farpas em plenário.

O SR. CLÁUDIO PUTY (Bloco/PT-PA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidenta, Deputada Rose de Freitas, Sras. e Srs. Deputados, é um prazer estar aqui de novo - e, hoje, uso esta tribuna para falar do meu Estado, o Pará.

Na última sexta-feira, o Senador paraense Mário Couto, do PSDB, fez virulento discurso, acusando o PT de ter sido o responsável pela falência do Estado. Segundo o Senador, o Pará está arrasado economicamente, e a corrupção se generalizou.
Ao mesmo tempo, o Governador Simão Jatene, recém-eleito pelo mesmo partido do Senador Mário Couto, gasta boa parte do seu tempo denunciando supostas dificuldades do caixa do Governo para realizar certas obras e atividades.

Do balanço de um mês e mais alguns dias de Governo Jatene, consta o fechamento do hospital recém-inaugurado da cidade de Tailândia, que foi foco de grande conflito devido à fiscalização de crimes ambientais e precisa de atenção básica à saúde. Ao mesmo tempo, o Governador Jatene engavetou o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração - PCCR da educação, discutido com a categoria dos educadores e enviado à Assembleia do Estado pelo Governo do PT, para organizar a educação no Estado. Os sindicatos dos servidores já reclamam da falta de diálogo e de não serem recebidos pelos técnicos e Secretários de Governo.

Na área da cultura, de maneira prosaica, proibiram o carnaval no centro histórico de Belém, cidade que vai fazer 400 anos. Pela primeira vez, em muitos anos, as escolas de samba não vão receber apoio da Secretaria de Cultura. A desculpa é a de que o Estado estaria falido, como disse o Senador Mário Couto, mas isso não é verdade.

Dados do Tesouro Nacional e da Conta Única do Tesouro demonstram que o Estado não vive a situação alardeada pelo Governador, que busca justificar a sua incapacidade culpando o Governo anterior.

Deixamos em caixa para o Governador Simão Jatene 50 milhões de reais na conta do Tesouro, ao contrário do que aconteceu no seu Governo, que, em 2006, deixou 180 mil reais para o Governo do qual fiz parte. Deixamos um perfil de resultado primário muito semelhante ao deixado por vários Governos do Estado e que é uma característica da economia das contas públicas do Pará. Então, não cabem tais justificativas. Talvez seja a hora de o Governador começar a trabalhar e não culpar Governos anteriores.

O Senador Mário Couto, que fala de corrupção, deve entender bem do que está dizendo, uma vez que o seu Governador, segundo o blog do jornalista Paulo Henrique Amorim, é a bola da vez entre os Governadores suspeitos de envolvimento em escândalos de corrupção. O motivo é o processo no Tribunal Regional do Pará contra o Governador tucano, acusado de corrupção passiva, crimes contra a Administração Pública, falsidade ideológica, crime contra a fé pública, corrupção ativa e crimes praticados por particular contra a administração em geral.

Essas informações são todas do blog do Paulo Henrique Amorim e têm origem em denúncia feita por um auditor fiscal do Ministério Público do Trabalho, que, acompanhado de um procurador e de dois delegados da Polícia Federal, chegou à sede da cervejaria CERPA, no Pará, e flagrou uma funcionária do Departamento Pessoal com a boca na botija. Ana Lúcia dos Santos separava os envelopes e contava 300 mil reais em notas miúdas, dinheiro com que fazia o pagamento por fora dos funcionários sem registro em carteira.

Na perícia dos documentos e nos computadores apreendidos, Sra. Presidenta, foram encontrados, além de fraude trabalhista, relatórios detalhados de nomes, datas e valores, descrevendo a relação da corrupção explícita entre a cervejaria e o financiamento da campanha do Governador Simão Jatene. Então, é disso que estamos tratando.
Para esconder esse processo que agora vai ao STF, uma vez que o Governador tem fórum privilegiado, seus aliados buscam lançar uma nuvem de poeira sobre os olhos da opinião pública paraense, utilizando-se dessa desculpa.

Estarei aqui, junto com a bancada do PT, fiscalizando, denunciando e defendendo as conquistas do Governo popular no Pará.
Era o que tinha a dizer.
Muito obrigado, Sra. Presidenta.

Confira, agora, o discurso de Walndenkol a respeito do governo Ana Júlia, logo após o discurso de Claudio Puty.
O SR. WANDENKOLK GONÇALVES (PSDB-PA. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o povo brasileiro e, em especial, a sociedade paraense acompanharam, de maneira estarrecida, nos últimos 4 anos, as mazelas acontecidas no Estado do Pará: a cada dia uma nova agonia, ora terminando em comédia, ora terminando em tragédia.

O Deputado Federal Claudio Puty, não podendo trazer para o contexto da Câmara dos Deputados à tragédia, trouxe a comédia. Foi assim o seu pífio e desconcertado pronunciamento, em sua estréia na tribuna desta Casa, quando resolveu falar em corrupção e desmandos administrativos.

Ora, seria cômico se não fosse trágico. Logo ele, o Deputado Puty, o comandante-mor e o responsável maior como Chefe da Casa Civil do (des)governo do PT no Pará. É de responsabilidade do desavisado Deputado a grande maioria dos atos e atitudes tresloucadas, alopradas e desqualificadas que culminaram com o descalabro administrativo verificado em nosso Estado nos últimos quatro anos, o que deixou para o atual Governo um deficit de quase 1 bilhão de reais. Essa, sim, uma verdadeira herança maldita.

Logo ele, o Deputado Puty, vem a público denunciar atos de corrupção. É hilário! Matérias jornalísticas estampadas nos principais veículos de comunicação do Estado e amplamente divulgadas na mídia televisiva nacional - com provas documentais e com a degravação de fitas oriundas da Polícia Federal - apontam o envolvimento do Parlamentar em vários atos de corrupção, inclusive na liberação dos fraudulentos planos de manejo na Secretaria Estadual de Meio Ambiente. É querer falar de corda em casa de enforcado! Seria cômico se não fosse trágico, repito!

Sr. Presidente, seria oportuno que o Deputado Claudio Puty viesse a público e explicasse ao povo paraense o destino de mais de 2 bilhões de reais de empréstimos autorizados pela Assembléia Legislativa ao Governo do Pará, o que comprometeu sobremaneira as finanças públicas e a atual administração, que deverá honrar o pagamento dos aludidos empréstimos, alguns a curto prazo, sem a contrapartida necessária.

Seria oportuno que o Deputado Claudio Puty informasse aos Prefeitos paraenses qual o destino das parcelas destinadas aos municípios do empréstimo de 366 milhões de reais tomado ao BNDES. 

Enfim, seria conveniente que o Deputado Puty aproveitasse a oportunidade e fizesse um balanço das condições da saúde, da segurança pública e da educação, entre outros setores, no período de (des)governo do PT no Estado do Pará. Aliás, o povo do Pará já respondeu a essas questões nas últimas eleições. É bom que o Deputado Puty fique antenado e preocupado com os desdobramentos dos processos administrativos em andamento, os quais deverão desnudar o fatídico e macabro Governo do PT em nosso Estado.

Eu gostaria, Sr. Presidente, que o inteiro teor deste pronunciamento fosse repercutido nos órgãos de comunicação deste Parlamento e, em face da sua ausência em plenário, que também fosse enviada uma cópia dele ao Deputado citado.

Era o que tinha a dizer.

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