Siga nosso blog!

Segudores do Google +

Amigos do Facebook

--=

Pará Notícias

Um novo conceito

Relator de CPI da pedofilia fala sobre denúncia envolvendo empresário

O deputado Arnaldo Jordy (PPS), que foi o relator da CPI da Pedofilia na Assembléia Legislativa do Pará (Alepa) esclareceu, ontem terça-feira (07/12), em entrevista à imprensa, que não recebeu denúncia contra o empresário Antônio Carlos Vilaça - acusado de crime de abuso sexual contra oito crianças dos municípios de Belém, Barcarena e Abaetetuba - enquanto atuava nessa comissão. Jordy garantiu que foi tão somente por esse motivo que o empresário não foi investigado pela CPI, que encerrou suas atividades em dezembro de 2009.

O caso do empresário foi notícia nacional na edição da Folha de São Paulo do último sábado (4/12). Segundo a matéria da Folha, havia no Pará uma espécie de rede de proteção ao acusado que envolvia jornalista, juiz, empresário da comunicação, advogados e o deputado federal Wladimir Costa (PMDB).

Segundo Jordy, o caso do empresário não foi investigado pela CPI da Alepa porque só foi descoberto após o encerramento dos trabalhos da comissão. Jordy enfatizou que quanto a CPI estava funcionando nenhuma denúncia foi feita contra o empresário. Por outro lado, comemorou o fato de que ser publicada matéria neste sentido, o que para ele prova que houve a quebra do pacto de silêncio contra esse crime. Jordy lembrou que a própria CPI sofreu pressões até mesmo internas, pois havia quem fosse contra ela dentro da própria Alepa. Além disso, segundo o parlamentar, a comissão tratou de dois casos emblemáticos que envolviam pessoas com poder político: o do ex-deputado Luiz Afonso Sefer e do irmão da governadora Ana Júlia Carepa (PT), João Carepa. Ambos foram denunciados ela CPI ao Ministério Público na conclusão do relatório.

O deputado disse que a comissão esteve aberta para receber denúncias de quem quer que fosse: “Todas as reuniões da CPI foram públicas e mesmo as não públicas – como as de trabalho - eram acompanhadas pela CNBB, SPDDH e Ministério Público. Não houve segredo e nenhuma investigação silenciosa. Os arquivos (da CPI) estão todos à disposição de quem quiser analisá-los”. Jordy ressaltou que um dos lemas da CPI era incentivar denúncia para quebrar o paradigma do medo em torno desse crime. O deputado lembrou que “a CPI recebeu informalmente diversas especulações, uma delas contra o ex-prefeito Laurival Cunha, de Barcarena; e de um ex-deputado estadual que hoje é conselheiro do Tribunal de Contas, mas não podíamos avançar se não havia uma denúncia. O caso do padre George só foi levado à frente porque outro padre fez e assinou a denúncia, confirmando que todas elas (denúncias) eram verdadeiras”.

Ele destacou que dos 150 casos que foram investigados houve o pedido de indiciamento de 148. “Não pedimos apenas de dois casos por dúvida, porque não tínhamos conhecimento da materialidade...E seria temerário expor alguém aqui sem a certeza e se (essa pessoa) fosse inocente? Foram só esses dois casos”, conclui.

0 comentários: