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Pará Notícias

Um novo conceito

Adiada votação de contas do governo

A oposição obstruiu a votação do processo das contas do exercício de 2008 da governadora Ana Júlia Carepa (PT). Muitos deputados decidiram não registrar presença na sessão ordinária, de ontem (07/12), para não dar quorum de votação à matéria (21 parlamentares), porque a governadora não enviou a prestação e contas do repasse da primeira parcela do empréstimo R$ 366 milhões feito junto ao BNDES.

Segundo a deputada Simone Morgado, presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), o governo alegou que não houve tempo para elaborar as planilhas que detalham o emprego dos recursos nos municípios contemplados com a primeira parcela. Por isso, o secretário de Estado de Planejamento, José Júlio, e o chefe da Casa Civil, Everaldo Martins desmarcaram a reunião que teriam nesta terça-feira (07/12) com os parlamentares. “Enquanto não tivermos as planilhas não votaremos a prestação de contas da governadora e vamos procrastinar à exaustão”, disse o líder do PSDB, José Megale.

Ele adiantou que o PSDB está  preparando uma ação contra o governo para impedir que seja aplicada a segunda parcela do empréstimo (R$ 99 milhões), que foi liberada na última sexta-feira (3). O deputado João Salame (PPS) disse que outra possível ação judicial será a de improbidade administrativa, caso o recurso não seja aplicado conforme os critérios estabelecidos por lei. “Em muitos municípios que estão com a documentação em dia esse dinheiro não chegou”.

Para Megale, os recursos da primeira parcela serviram para negociatas durante o período eleitoral com prefeitos de várias legendas, inclusive do DEM, que seria, em tese, oposição. Segundo ele, os prefeitos Ivo Miler (de Medicilândia) e João Piloto (de Alenquer), ambos democratas, estão entre esses casos.Na tribuna, o deputado Carlos Bordalo (PT) fez um discurso em favor do debate e da aprovação das contas de Ana Júlia, enfatizando que o Estado será entregue (para o governador eleito Simão Jatene) mais enxuto, com menos temporários e com as contas equilibradas.

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