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Um novo conceito

Tragédia anunciada: incêndio mata sete da mesma família

Por Paulo Zildene

Um incêndio ocorrido, essa madrugada, por volta das 03h30min da manhã deste domingo, na Alameda Dr. Rocha, no bairro da Pedreira, em Belém, terminou com saldo de sete pessoas da mesma família, incluindo Larissa, grávida de nove meses e aproximadamente 15 residências destruídas.

Segundo o morador Laércio, vendedor de peixe no bairro da Pedreira “O fogo se alastrou rapidamente no andar térreo da casa de Jango.”

Jango estava confraternizando com amigos, próximo a sua residência. “O Jango estava com a gente até as 02:00h, depois solicitou quatro cervejas para beber em sua casa’, disse Sabá.

O incêndio iniciou na sala da residência de “Jango”. Percebendo que o fogo estava aumentando, moradores tentaram a todo custo acordar a família que não percebeu a presença do fogo.

“Batemos com perna manca na porta, na janela e ninguém acordou. Resolvi quebrar a janela e gritar, até que Larissa e Jango acordassem”, disse Laércio.

Boa parte da família estava no andar térreo. Larissa tentou pular a janela. Primeiro o marido se jogou pela janela. Ao se chocar com o solo, o mesmo torceu o pé.

“Pula, Larissa, pula. Ela não pulou. Desceu para a parte de baixo. O Jango levou todos para dentro do banheiro, mas como as chamas se alastraram rapidamente, o assoalho do segundo piso não agüentou o peso e desabou”.

O fogo se alastrou para outras residências, onde destruiu aproximadamente 15 residências.

Segundo Laércio, que estava tentava ajudar Larissa a se salvar, ao perceber que sua casa também estava pegando fogo, foi tentar salvar sua própria família jogando os filhos e a esposa pela janela.

“Minha mulher estava sem roupas, joguei-os pela janela, senão iríamos morrer todos”, declarou Laércio.

Os corpos

O IML – Instituto Médico Legal chegou às 08h30min para remover os corpos do local e encontraram Jango em cima dos corpos, como forma de protegê-los Infelizmente estavam todos carbonizados.

“Foi chocante presenciar o corpo de Jango em cima dos filhos, netos e genro para tentar salvá-los”, narrou um dos moradores.

Hoje à noite ainda foram achados por moradores, após a saída do IML do local, pedaços de corpos das vítimas do incêndio.

Equipamentos com defeitos

Equipamentos com defeito e o difícil acesso dificultaram o trabalho dos bombeiros que não conseguiram salvar a vida de sete pessoas, na madrugada de hoje. Apesar dos insistentes chamados feito pelos moradores daquela área a demora na chegada dos bombeiros foi crucial para definir o saldo pra lá de negativo dessa tragédia.

Além do caminhão pipa e da ambulância do corpo de bombeiros, os salva-vidas encontram dificuldades para entrar no local da tragédia.

Uma moradora na entrada da Alameda Dr. Rocha não queria que fossem retiradas duas pilastras que impedem carros grandes de entrarem no local.

Mas, graças à pressão dos moradores e curiosos, a entrada foi desobstruída rapidamente.

Um vigia de um prédio em construção da Construtora Coelho de Souza LTDA, localizado, na Trav. Angustura entre Duque de Caxias e Visconde de Inhaúma não queria abrir os portões da construção para que os bombeiros entrassem para realizar seu trabalho, apesar dos apelos desesperados dos bombeiros e moradores.

“O vigia não queria abrir os portões para que entrássemos; como temos garantias constitucionais para entramos em qualquer lugar, arrombamos os portões, pois caso não entrássemos a tragédia seria bem maior”, relatou um dos bombeiros presente no local.

Confira o vídeo

Fonte: Jornalismo Político
Autor: Jornalismo Político
Imagens: Paulo Zildene

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