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Pará Notícias

Um novo conceito

Imposto do cheque, nunca mais!!!

Por Celso Lungaretti

Elio Gaspari já tirou sua conclusão: Dilma ampara um lance de estelionato.
Segundo ele, "com a máquina parlamentar do governo e o apoio de tucanos vorazes, a doutora admite a volta da CPMF".

Trata-se de uma excrescência instituída em 1993, durante a presidência de Itamar Franco, a pretexto de prover recursos para a saúde pública -- mas estes acabaram,  previsivelmente, sendo desviados para outros usos.

A contribuição, que tinha o  provisória até no nome, eternizou-se: foi sendo renovada até 2007, quando os parlamentares finalmente a extinguiram, atuando, uma vez na vida e por mero acaso, em consonância com a vontade explícita da coletividade.

Isto porque se tratou apenas de uma esperteza da oposição para deixar o Governo Lula à míngua. Enfim, não se diz que Deus escreve certo por linhas tortas?

Agora, aos mesmos safados convém depenar novamente o contribuinte que alegavam defender. Quanta sordidez!

Mais: se nossa economia cresce como desde a década de 1970 não se via, a arrecadação está crescendo também. Não basta para esses governadores? Como se atrevem a pressionar por algo que não tiveram a coragem de colocar em suas plataformas e defender diante do eleitorado, na hora da caça ao voto?

Gaspari está certíssimo quanto a isto ser um chocante estelionato eleitoral.
Que chafurdem no "lucupletemo-nos todos" os que querem apenas manter as injustiças e iniquidades do presente.

Mas, para quem pretender libertar o Brasil do pesadelo capitalista, será fatal semear o ceticismo em relação à possibilidade de uma ação transformadora por meio da política.

De resto, sobre a posição de Dilma, eu não iria tão longe quanto Gaspari. Na verdade, ela deu uma resposta evasiva, quando indagada pela imprensa a respeito da volta desse engana-trouxas. Disse apenas ter "visto uma mobilização dos governadores" para se recriar o malfadado imposto do cheque.

Como ela não se definiu claramente e nem sequer tomou posse, renovo o voto de confiança que lhe concedi; até prova em contrário, continuarei acreditando que ela cumprirá sua promessa de campanha, de reduzir a carga tributária.

Tomo, entretanto, a liberdade de lembrar-lhe que a palavra de ordem que está nas ruas é clara e inequívoca:

Imposto do cheque, nunca mais!

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