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Pará Notícias

Um novo conceito

O último dinossauro da política foi instinto

Por Paulo Zildene

Na noite de hoje, após discutir o sexo dos anjos por horas, o STF – Supremo Tribunal Federal finalmente decidiu que a Lei Ficha Limpa vale para as eleições deste ano.

A votação ficou em 5x5. O mesmo placar da primeira sessão que cassou o mandato de Joaquim Roriz, que disputava uma vaga de governador do distrito federal.

O impasse pela aprovação chegou ao extremo de ministros “baterem boca” em plenário.

Gilmar Mendes chegou a dizer que “daqui a pouco o STF vai decidir no par ou ímpar”, desabafou.

Mas, coube ao ministro Celso de Mello resolver o impasse. Ele havia votado contra a validade da Ficha Limpa, acompanhando os votos de José Antonio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Cezar Peluso.

Pela validade da Lei Ficha Limpa para as eleições deste ano estavam os ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie.

No calor da discussão Toffoli e Gilmar Mendes queriam que o ministro Cezar Peluso proferisse o chamado voto de qualidade e resolvesse a questão.

Com a decisão do STF em validar a nova lei para as eleições deste ano, Jader Barbalho, o último dos dinossauros da política brasileiro foi instinto.

Jader havia renunciado seu mandato em 2001 para não ser cassado. Barbalho havia sido denunciado por desvio do erário público do Banco do Estado do Pará.

Carreira


Com um currículo invejável, Jader exerceu mandato de vereador pelo MDB,  governador em 1982, foi nomeado – em 1987 –, Ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário. Em 1988 assume o Ministério da Previdência e Assistência Social. Em 1991 assume novamente a chefia do Governo do Estado do Pará, eleito também pelo voto direto. Em 1995 é eleito senador da República. Atualmente cumpre mandato de Deputado Federal pelo PMDB.
 
Briga


A carreira política de Jader Barbalho começou a ruir quando seu colega de senado Antonio Carlos Magalhães – PFL-BA, presidente do Senado, disse que seu colega Jader Barbalho, presidente do PMDB, levou até o cofre para casa. Jader, em resposta, resolveu pedir a abertura de três CPIs para investigar ACM. O fato ocorreu em 2000

Antonio Carlos Magalhães chama Jader Barbalho de "ladrão". E Jader diz que ACM é "corrupto". O cofre, que o "corrupto" diz que o "ladrão" já levou para casa, são as verbas gordas do Ministério dos Transportes, comandado por Eliseu Padilha, correligionário de Jader Barbalho. Desde então, os dois senadores [a época] engalfinham-se numa disputa azeda pela sucessão no Senado.

Sob forte pressão do senado, para não perder os direitos políticos, Jader Barbalho renunciou ao mandato para retornar na eleição posterior.

Com o reflexo do escândalo envolvendo seu nome, Jader ficou no ostracismo até que a poeira baixasse.

Candidatou-se a deputado federal. Foi o mais votado no estado, com mais de 1,7 milhões de votos. Mas seu desejo sempre foi retornar na hora certa ao senado federal.

Como as pesquisas o apontaram com grandes chances de disputar até o cargo de governador ou ao senado, Jader preferiu a segunda opção.

Vale lembrar que Jader já havia feito outras manobras macabras para burlar as leis. Pelo menos foi o que aconteceu com as empresas de comunicação da sua família, onde o Ministro das Comunicações, Hélio Costa autorizou na ausência [será?] do presidente Lula.

“No dia 21 de dezembro de 2007, quando o presidente Lula assinou um decreto autorizando que Jader transferisse sua concessão da Rede Bandeirantes no Pará. A concessão pertencia a uma empresa atolada em dívidas com o Erário, a RBA. Ela foi transferida a uma empresa devidamente saneada, a Sistema Clube do Pará. A RBA tem uma dívida monumental com a União. Deve 82,4 milhões de reais à Receita Federal, ao INSS e ao fundo de garantia. Mesmo assim, conseguiu autorização oficial para livrar-se de uma concessão de TV, seu principal patrimônio, que foi parar no aconchego de uma empresa saneada." [leia mais aqui]

Com aprovação da nova Lei Ficha Limpa, Jader perde o mandato e fica por oito anos inelegível.

Resta saber o que Jader vai fazer daqui pra frete. Oito anos é muito tempo para se pensar. Menos, claro, em exercer cargo público.

Os próximos da lista


Vale lembrar, que atrás de Jader ainda figura Paulo Rocha – PT que renunciou para não perder o mandato quando foi envolvido nos escândalos ambulâncias [sanguessugas] e Luiz Afonso Seffer – PP, condenado a 21 anos de prisão por pedofilia.

Por um lado, a lei pode até ser infrigida ao retroceder, mas os parlamentos e governos neste país serão moralizados, pois os maus políticos estão sendo expurgados de uma vez por todas.

Viva o STF!

14 comentários:

Anônimo disse...

Paulo Zildene,


Lembre-se de um fato que ainda não foi ao ar e, que, consequentemente, ainda não extinguiu o seu dinossauro político:

Os Ministros do STF (que ficaram o tempo todo em cima do muro, no meu entender),
jogaram para o próximo Ministro a ocupar a cadeira vaga, a decisão, a título de voto
de Minerva, desta questão espúria. Em linguajar comum, jogaram a batata-quente no
colo do seu futuro colega de trabalho, que não sabem ainda nem quem é!

Relembrando os detalhes do julgamento: eles, por não quererem, covardemente, decidir com acerto, com base na Constituição e nas nossas próprias leis que regem a matéria
-constituição que prevê impedimento à retroatividade das leis, lei eleitoral que só deve valer para os exercícios seguintes e mais dois outros itens importantes, que evitariam a completa subversão da ordem jurídica (não falo nem em ordem democrática), aproveitaram uma tese do tribunal inferior -TSE- para sustentar suas opiniões. Ora, o STF é o Supremo Defensor da Constituição e das nossas Leis, porque haveria de descer um degrau para sustentar suas teses jurisprudenciais?

Leia: " ...maioria dos ministros decidiu aplicar um dispositivo do regimento interno da
Corte para solucionar a questão. Ele prevê que, em casos de impasse, vale a decisão anterior. No caso específico, a do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que foi favorável à aplicação da lei."

Afinal, que Ministros são esses, que não decidem nada? Medo da opinião pública? ELES são (o STF) o guardião de nossos direitos fundamentais e pétreos! Eles não podem deixar-se levar pela comoção popular!!! Eles tem que ver apenas o que dizem as leis do nosso País, e aplicá-las, a cada caso!!!

Forte abraço,

Lanhellas

Anônimo disse...

O Pará agradece ao STF, esse já vai tarde!!! Alôo PF olha o Jader aí

Anônimo disse...

Era uma vez o Alcapone do Pará....

Anônimo disse...

O mal por si só de dissipou e de vez

Anônimo disse...

Foi tarde, muito tarde mesmo. Sai de resta satanás.

Anônimo disse...

Nem Lula, nem Ana e nem os ministros do STF seguraram o peso político do Dr. Jader.

Vai passar muito tempo sem fazer mal para o erario público.

Vera Castro de Andrade.

Anônimo disse...

Se a população não colabora para expurgar o péssimo político, a lei o faz,e faz sem dó e sem piedade.

Jader vai muito tarde, muito tarde.

Quem não conhece seu passado é porque não tem rádio, tv, internet, jornal impresso ou amigo para informar-lhe, pois é inadimissível na era da comunicação, o povo não saber o passado desse político que envergonha o povo paraense.

Vai pra bem longe, Jader, mas longe do nosso patrimônio público.

Fernando Ferreira dos Santos

Anônimo disse...

O Brasil merece políticos sérios.

Anônimo disse...

Jader, o último político sério que foi perseguido até o final.

Anônimo disse...

Jader, como disse o ministro Celso Peluzo. "Só o tempo nos dirá que erramos".

Anônimo disse...

Estou com você Jader, jamais deixarei só nesta batalha sangrenta e vergonhasa.

O Brasil assistiu atonito a violação da nossa Constituição.

Vergonha, senhores ministros!

Anônimo disse...

Estive atento às manifestações dos senhores ministros, nos seus
pronunciamentos
e reações fisionômicas. Com certeza não gostaria de estar na pele de nenhum
deles,
mas, não posso, na qualidade de brasileiro e também patrão de tantos quanto
exercem
cargos públicos e que como nós, simples mortais, têm de render-se à
soberania das
Leis Constitucionais, sejam aquelas aceitas como normais ou esdrúxulas,
manter-me apático.
No meu parco conhecimento jurídico e nivelando toda a classe de funcionários
públicos,
não tenho dúvida alguma que as Leis hão que ser obedecidas por todos e,
assim, pergunto:
Se um funcionário público de qualificação não tão nobre(?) quanto àqueles
que exercem
funções eletivas ou de mando à nível dos Três Poderes, comete um ato de
improbidade,
é processado e se condenado, em consequência, é demitido a bem do serviço
público, pena
esta que o exclui da possibilidade de voltar a ser um servidor ainda que
através de outro
concurso, porque um membro do Legislativo flagrado e comprovadamente
qualificado é cassado
ou para salvar-se da cassação renuncia seu mandato, tem uma pena de até 8
anos sem poder
novamente concorrer. Esta pena não é correta. Se é necessário que haja um
artigo, alínea,
inciso ou parágrafo para que a igualdade seja aceita, que se faça uma PEC
específica para
tal fim. Uma pessoa desonesta, que tem o poder de fazer Leis, há que ter não
só reputação,
como ações e caráter ilibados.
Temos de permanecer atentos e tanto quanto possível, pugnarmos pelo direito
de buscar a nação
que todos queremos, onde o primado da Lei seja exercido com a soberania que
emana de um povo
livre. Que servidores dos Três Poderes, dos mais simples aos mais
qualificados e principalmente
estes, que por terem consciência plena por suas atribuições - que não lhes
colocam - acima do
bem e do mal - sofram as punições em que estejam enquadrados, sem benesses
de "aposentadoria
compulsória", que soa como um prêmio aos desvios de conduta por ventura
praticados.

José Maria Martins

Anônimo disse...

Já era, Jader, já era....

Anônimo disse...

Como dizia Roberta Miranda, a cantora, vai com Deus....