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Pará Notícias

Um novo conceito

Escritor transforma citações de obra sobre Maçonaria em algo inteligível para o leitor leigo

Luiz Fernando Vieira
Da redação


Quando saiu (nos Estados Unidos), em setembro de 2009, o livro O Símbolo Perdido, de Dan Brown, causou uma verdadeira febre nas livrarias e logo completou um milhão de cópias. Muita gente o adquiriu nem tanto por ser uma sequência das aventuras do simbologista Robert Langdon (de Código da Vinci e Anjos e Demônios), mas por curiosidade em relação ao pano de fundo da obra, a Maçonaria. Com alguns dos principais personagens identificados como maçons, o livro mergulhou no que seriam os mistérios por detrás dessa associação, ajudando a aumentar ainda mais a mistificação em torno do tema. No livro que lança em breve, o mestre maçom e escritor Moacir José Outeiro Pinto, que mora em Cuiabá, analisa o que é dito no best seller de Dan Brown e trata de explicar as questões maçônicas apresentadas na obra.

Para construir o conteúdo de Convite aos Mistérios Maçônicos - Uma Insólita Viagem ao Símbolo Perdido (KCM Editora), conta Moacir, não leu uma, mas 3 vezes. Na primeira, diz ele, leu como um leitor comum, na segunda como um crítico e, na terceira, como acadêmico. Percebeu, então, que O Símbolo Perdido havia feito uma verdadeira miscelânea no tema, já citado em outras obras de Brown.

“Ele conseguiu mistificar ainda mais o que não tem nada de místico”, analisa. Então, Moacir resolveu pegar as dezenas de citações presentes sobre maçonaria e transformar em algo inteligível para o leitor leigo, sendo bastante didático em certos momentos.

Segundo ele, não existe um grande segredo como as obras fazem crer. Simplesmente regimentos, regras de conduta que devem ser seguidos por todo maçom. Na verdade, são formas, métodos de reconhecimento que são universais dentro da maçonaria. Eles servem para que os pares se reconheçam em qualquer parte do mundo. E estes, sim, são só de conhecimento interno, garante. O restante está aí para qualquer um que quiser conhecer, acrescenta. Moacir salienta que a Maçonaria é repositária de tradições que são muito antigas, que vêm de povos de diversas partes do mundo e que são largamente conhecidas.

O que se fez, conta ele, foi compilar e extrair o que fosse melhor para o desenvolvimento humano. Um desenvolvimento baseado nos três pilares da sabedoria e do conhecimento: Filosofia, Religião e Ciência. De acordo com Moacir, são mais de 60 citações especialmente garimpadas no transcorrer da trama/ficção que aludem aos “mistérios” maçônicos. O autor trata deles em uma linguagem acessível ao leitor comum. “O que tenho catalogado são um pouco mais de 6 obras lançadas quase que em paralelo ao lançamento de ‘O Símbolo Perdido’, e em sua totalidade produzidas por escritores norte-americanos, que logicamente, se limitam tão somente à sua cultura sem se preocuparem com a verdadeira história que dá corpo à própria trama desenvolvida por Dan Brown. Isto afasta o leitor do real entendimento das coisas que envolvem a maçonaria em seus mais sublimes mistérios”, lamenta.

O livro conta com cerca de 500 páginas, com notas de rodapé e bibliografia de mais de 170 outras obras devidamente catalogadas e pesquisadas. São dezenas de capítulos gerados a partir das citações maçônicas contidas em O Símbolo Perdido, além da experiência real vivida por Moacir, que há mais de 15 anos pesquisa sobre a Maçonaria e há 6 faz parte dessa associação.

O livro está baseado numa preocupação com a superexposição e a mistificação dos princípios maçônicos que, inclusive, foi demonstrada em reuniões e seminários internos, revela Moacir. Segundo ele, os maçons não são proibidos de falar sobre o tema, apesar de haver os mais ortodoxos, que preferem não fazê-lo - têm até mesmo reuniões que são abertas aos visitantes.

Não existe esta imposição. Mesmo porque, frisa o autor, um dos princípios maçônicos é a liberdade. O que já até fez com que os maçons fossem criticados por religiosos em várias épocas.

Um pouco mais a fundo - Moacir adianta que a Maçonaria foi organizada a partir de 1717, com a formação da primeira Potência (agremiação de várias Lojas). Mas se tem provas de que ela existe desde o final do século XIV, pois foi encontrado um manuscrito desse período que já citava os maçons.

De acordo com o autor, não é um movimento político, nem uma sociedade de interesses, nem uma associação religiosa e, muito menos, uma sociedade secreta. São, em linhas gerais, grupos de homens que se reúnem regularmente para, após uma cerimônia repleta de simbolismo, discutir assuntos internos e externos, escutar músicas e assistir, geralmente, a palestras chamadas “Peça de Arquitetura” ou “Pedra de Construção”. O “trabalho em Templo” para eles significa “o trabalho na construção do Templo da Humanidade”, cita o escritor em seu livro.

Para citar um exemplo, entre as tarefas dos maçons está praticar o bem, prestar ajuda onde há necessidade. “Não é a tarefa principal, mas é a expressão de um pensamento humanitário totalmente normal. Assim também existem numerosas instituições permanentes, que são apoiadas e subvencionadas de forma silenciosa, porém duradoura pelos maçons”, informa Moacir.

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