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Pará Notícias

Um novo conceito

Síndrome da “Zeresimia” e a Justiça Eleitoral

Em cerimônia realizada no TSE no dia 02/09/2010 com ampla divulgação e cobertura da imprensa nacional, foram assinados e lacrados os programas que serão usados nas eleições 2010.

Mas os programas estavam com defeitos e precisaram ser consertados e re-assinados numa “cerimônia” mais intima nos dias 13 e 14/09/2010 . Assinaram os programas o TSE e o MP. A OAB não compareceu.

Essa foi a maior prova de que NENHUM dos entes que os assinaram em 02/09/2010, puderam auditá-los posto que teriam avisado dos problemas existentes.

Mesmo assim a infalibilidade do sistema é garantida pela Justiça Eleitoral, mas não existem testes independentes que comprovem essa afirmação. TODAS as checagens permitidas pelo TSE dependem de respostas dos próprios programas que se estiverem com DEFEITOS por causas intencionais ou falhas, vão dar as respostas de acordo com a programação.

Nenhuma notícia foi veiculada sobre esse fato, quer da imprensa ou do TSE. No site da Justiça Eleitoral, continuam as informações do dia 02/09/2010. Do dia 14/09 Nada! Segredo e Silêncio absolutos. Eu fui lá vi as assinaturas, mas segundo a mídia e o TSE isso não aconteceu. Permanece o dogma de sistema eleitoral brasileiro 100% seguro e 100% perfeito

Devo estar com sintomas de “ZERESIMIA” já que o conserto dos programas pelo TSE em 14/09/2010 me pareceu tão real como ter visto fraude nos testes de carga das urnas do Município de Itajaí-SC nas eleições de 2008 ou nas Eleições de 2004 ter visto Boletins de urnas recebidos às seis horas da manha, no Município de Marília-SP.

Para quem não sabe “ZERESIMIA” é mal que acomete pessoas, fazendo-as acreditar inexistir votos na urna, quando, no inicio da votação, seu próprio programa imprime um documento com número 0 (zero) na frente do nome dos candidatos à eleição.

Deve-se ainda à “ZEREZIMIA” eu ter verificado que o código-fonte do sistema de segurança da BIOS (que controla a inicialização das urnas para tentar impedir a inserção de programas adulterados), foi confiado também ao Setor de LOGÍSTICA da Secretaria de Informática do TSE, encarregado de comprar, distribuir, armazenar e gerenciar o material das eleições.

Pode ser um agravamento do meu quadro pois o administrador eleitoral não daria tratamento tão descuidado a esse instrumento de segurança, exceto que a concentração de poderes que detém, lhe garanta fazer valer o resultado que o sistema apurou.

Devo acreditar que do mesmo mal sofrem aqueles que deixam de noticiar certos fatos considerando apenas que a Justiça Eleitoral consegue captar somar e divulgar rapidamente os dados da eleição, vez que não há como eleitor ou sociedade auditar, de forma independente, os resultados para conferir o destino que o voto tomou.


Maria Aparecida Cortiz
Advogada em São Paulo e escreve para o Blog e Site Jornalismo Político

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