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Pará Notícias

Um novo conceito

Um programa para ser lido

Por Lourembergue Alves

Neste segundo artigo, uma vez mais deve realçar a importância de se ler e discutir os programas de governo registrados no TRE-MT. Sempre comparando o seu conteúdo com aquilo que os candidatos prometem nos debates e nas entrevistas. Promessas que, na imensa maioria das vezes, destoam muitíssimo do que está escrito, e foi recebido pela Justiça Eleitoral no último dia 5 de julho. Quem faz isso, infelizmente, agride o compromisso ético e legal. Pior ainda, subestima a capacidade do eleitor.


Comportamento inapropriado e inadequado. Então, por que as candidaturas teimam em continuar com tal comportamento? Certamente porque ninguém os questiona, e não os questiona em razão da não leitura dos conteúdos dos programas. Atitude, igualmente, reprovada. Prevalece aqui, portanto, “o fingir”. Finge-se conhecer, quando, na verdade, apenas leu as promessas veiculadas pelos veículos de comunicação.

Promessas que, em nada, se assemelham com as que foram registradas no TRE-MT. Aliás, nesse aspecto, sobressai-se o socialista-empresário. Ele se destaca dos demais. Bem mais, inclusive, que o representante do PSOL, cujo prometido não passa de três folhas. Diferentemente, portanto, do apresentado pelo peemedebista, assim como a do tucano.

O peesedebista, igualmente, incorre no erro de confundir ação com proposta. Mas, em seu programa, pode ser encontrada meia dúzia de promessas, as quais são cotidianamente ditas. Ainda que de difícil realização, a exemplo “a educação integral em 100% das escolas”. Afinal, para realizá-la seria necessário quase triplicar as 5.600 salas de aulas existentes. Isso porque mais de 95% delas atendem em três turnos, com cada um destes com turmas de alunos diferenciados. Soma-se a isso o acréscimo sobremaneira de profissionais da educação. Uma indagação, aqui, se faz necessária: De onde o candidato, se eleito, encontrará dinheiro para tamanha façanha?

Essa não é única promessa que não será cumprida. Existe uma porção de outras. Assim como, igualmente, aparece “proposta inovadora”, que de “nova” não tem coisa alguma. É o caso do “estabelecer parceria com os municípios para a universalização da educação infantil até o ensino médio”. Parece que o ex-prefeito cuiabano desconhece as ações do governo, as quais, em matéria de educação escolarizada, se estendem da pré-escola ao ensino superior, passando por creche e ensino fundamental, Contrariando, desse modo, a própria Constituição. Não se quer dizer, com isso, que Mato Grosso é exemplo nessa matéria.

Se não bastasse isso, vale reportar o aparecimento em demasia do “ampliar”, “continuar” e o “reforçar”. Verbos bastantes presentes no seu programa, sendo norteadores de cada eixo. Na tentativa, por certo, de conquistar parte do eleitorado que tende a votar no ex-governador para o Senado.

O tucano, então, faz o jogo para a platéia. Mesmo que parte dessa platéia esteja relegada a um plano secundário, a exemplo das minorias, privilegiadas tão somente com o “implementar políticas de ações afirmativas” e o “incluir em todas as pesquisas oficiais quesitos relativos às minorias”.

Muitíssimo pouco. Sobretudo para quem se coloca como “o melhor candidato”, embora não sendo de fato, ainda que possa ser o escolhido pelo povo. Escolher via disputa eleitoral, é uma prerrogativa do eleitor, e, este, tem a responsabilidade de avaliar tudo que lhe chega às mãos, sobretudo o Programa de Governo, registrado no TRE- MT.

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista de A Gazeta, escrevendo neste espaço às terças-feiras, sextas-feiras e aos domingos. E-mail: Lou.alves@uol.com.br

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