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Pará Notícias

Um novo conceito

“Nada me choca”, diz Peluso sobre Joaquim Barbosa

Por Alessandro Cristo

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, voltou a indicar que, para continuar em licença médica, o colega Joaquim Barbosa terá de se submeter a uma perícia médica. Convidado a presidir palestra inaugural de evento comemorativo do Dia do Advogado na Associação de Advogados de São Paulo, nesta segunda-feira (9/8), Peluso evitou comentar sobre o novo pedido de licença feito pelo colega para cuidar de um problema na coluna. Mas afirmou que o caso do ministro "é de juízo de um médico, e não meu".

Cezar Peluso já havia cogitado que o ministro Joaquim Barbosa deveria se submeter a uma perícia que desse um veredicto sobre seu problema. Joaquim Barbosa pediu recentemente mais dois meses de licença por causa de dores nas costas. Se ficar fora da corte durante todo esse tempo, completará 127 dias sem julgar, apenas em 2010. Ele faz tratamento médico para combater um problema crônico na coluna, e está longe da corte desde abril. Atualmente, o Supremo conta com apenas nove dos 11 membros, já que o ministro Eros Grau se aposentou no mês passado. Advogados já reclamam da demora na conclusão de ações que dependem do ministro.

No último sábado (7/7), o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem revelando que o ministro tem frequentado festas e bares em Brasília durante o período de licença médica. Segundo a repórter Mariângela Galluci, o ministro foi encontrado com amigos no sábado no bar do Mercado Municipal, um point da Asa Sul. Na noite de sexta-feira (6/7), ele esteve numa festa de aniversário, no Lago Sul, na presença de advogados e magistrados que vivem em Brasília.

Perguntado se foi surpreendido com a notícia, o ministro Cezar Peluso procurou não polemizar, mas se mostrou insatisfeito. "Eu nunca fico chocado com nada", disse, e não quis mais falar com os repórteres. "Aqui viemos falar sobre conciliação."

Em nota, Joaquim Barbosa explicou nesta segunda que a diversão foi recomendação médica, e criticou a reportagem do Estadão. "As notícias são de caráter sensacionalista e as fotografias de qualidade duvidosa publicadas nos últimos dias, externo meu repúdio aos aspirantes a paparazzi e fabricantes de escândalos que, sorrateiramente, invadiram minha privacidade em alguns poucos momentos de lazer, permitidos e até aconselhados pelos médicos que me assistem", disse na nota. Ele também garantiu ao jornal Folha de S.Paulo que só retorna aos trabalhos "quando estiver cem por cento curado". "Não quero mais sacrificar minha saúde, como fiz nos últimos três anos", disse.

Na próxima quinta-feira (12/8), porém, o ministro vai interromper a licença médica para dar continuidade ao julgamento do processo do mensalão e desempatar a votação sobre a incidência da Contribuição Social sobre Lucro Líquido nas vendas ao exterior feitas pelas empresas.

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