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Pará Notícias

Um novo conceito

A Cesar o que é de Cesar

A greve dos trabalhadores em educação está completando 28 dias. Pais e alunos inconformados e um governo, sem compromisso, acusam os professores por este movimento que causa prejuízo ao aluno. Mas o que é prejudicial ao aluno?

No Pará as escolas estão sucateadas, faltam carteiras, quadros e pasmem, giz. Na própria SEDUC é preciso fazer vaquinha entre os funcionários para comprar material de expediente, essencial para as atividades de uma secretaria deste porte. E a culpa é dos professores?

Falta merenda, fardamento, material didático e de consumo nas escolas, perguntem aos seus filhos. Muitas vezes para poder haver aula é preciso fazer rodízio de sala e muitas turmas ficam dois dias sem contato com o professor, pois não tem na sala de aula ventilador ou mesmo fiação elétrica. É culpa dos professores?

E a segurança? Existem bairros onde o professor entra e sai na escola com escolta policial e as aulas noturnas não acontecem por ameaça de traficantes que vai buscar quem os desafia na sala de aula.

Não recebemos vale transporte, herança de Almir Gabriel mantida por este governo. Aposentadoria especial só existe na constituição, este direito é negado por este governo. Quero afirmar que o dinheiro gasto em propaganda nestes quatro anos de governo daria para ser usado muito bem em educação e saúde e evitado todas estas greves.

Sim somos culpados! Acreditamos em um governo que investiria em educação de qualidade, e isto passa pela valorização dos profissionais de educação. Apoiamos uma proposta de governo onde a educação seria a menina dos olhos e parece que o estado ficou caolho. O que temos é este governo que em quatro anos consegui a façanha de colocar quatro (04) secretários de educação e deixar o Pará entre os piores indicadores da educação do país.

O governo acena agora com um PCCR que após quatro anos de discussão foi enviado sem nenhuma das propostas exaustivamente debatidas com os trabalhadores em educação. O que eles chamam de avanços, são na verdade resultado de embates desta categoria para preservar direitos adquiridos ainda na ditadura, que seriam retirados por uma proposta deste governo que esquece que seu mandato tem prazo de validade. Os governos passam, mas a categoria fica por no mínimo 30 anos nas escolas.

O PCCR não tem haver com salário apenas, tem haver com progressão e aposentadoria. A greve não é para mudar o PCCR, é para fazer valer um compromisso firmado com todos os trabalhadores em educação e jogado no lixo por este governo que não cumpre acordos, pergunte aos antigos aliados políticos.

Aos pais e alunos, a culpa por esta greve é dos trabalhadores em educação tanto quanto é culpa da vítima de estupro o abuso cometido por seu algoz.

Marcos Santos
Professor

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