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Pará Notícias

Um novo conceito

Lula defende Belo Monte e a aliança entre PMDB e PT no Pará

Após o lançamento do programa de desenvolvimento sustentável de óleo de palma, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, falou sobre os dois temas mais aguardados pela imprensa paraense e nacional. Lula disse que acredita na aliança política entre o seu partido e o principal aliado da base governista, o PMDB, no Pará. E também mandou um recado aos paraenses sobre como vê o futuro do desenvolvimento do estado. Segundo Lula, "o Pará tem que comprar uma briga nacional" pelo seu desenvolvimento. Leia abaixo a transcrição da fala do presidente na entrevista após o lançamento do programa em Tomé-Açú.

Sobre Belo Monte, às criticas ao projeto de construção de uma hidrelétrica no rio Xingu, Lula responde:

Deixa eu dizer uma coisa para você. As pessoas têm o direito de ser contra ou a favor das coisas. Ao presidente da Republica cabe compreender o seguinte: Belo Monte é importante para o desenvolvimento do país? Belo Monte é importante para o desenvolvimento do Pará?! Ou, o Pará quer continuar a ser apenas exportador de minério?! Eu acho que o Pará tem de fazer uma briga nacional. E esse é o meu objetivo com a Vale do Rio Doce: tentar industrializar o Pará. É por isso que estamos trazendo a Petrobras aqui, para produzir divisas aqui. Porque queremos fazer que aqui tenha industria. Não apenas levar madeira, ou levar minério de ferro, ou levar a bauxita, levar o alumínio. Então, penso que as pessoas precisam compreender o que pode acontecer com uma hidrelétrica. As pessoas têm de lembrar que hoje o lago de Belo Monte é menos da metade do que era o lago no projeto original. De que temos R$ 3,5 bilhões previstos para a área ambiental e a área social. Não é pouca coisa, ou seja, nós aprendemos a não repetir as mazelas do que foi feito na década de 60, na década de 70, quando as pessoas eram simplesmente expropriadas de suas terras e ficavam ao Deus dará. Não. Nós queremos cuidar com carinho. Já fizemos todas as audiências públicas. Eu estou convencido de que a maioria do povo do Pará quer a hidrelétrica e quer outras coisas que tem que vir pra cá.

À pergunta sobre se "dois palanques" seria prejudicial à campanha no Pará, o presidente disse:

Temos até junho para a gente resolver isso. E como acredito muito na capacidade de discernimento das pessoas, como eu acredito muito na capacidade de articulação política da direção do meu partido, da governadora Ana Júlia, estou convencido que a gente pode construir aliança aqui no estado do Pará.

Outra pergunta: O senhor acha que o PMDB vai verticalizar a orientação da campanha nacional para presidente dentro do do Pará?


Não diria verticalizar porque têm estados em que o PMDB é radicalmente contra o governo, como o estado de Pernambuco, por exemplo. Eu não espero nada em Pernambuco. Mas eu espero que a maioria e que a direção do partido esteja na posição melhor que é a posição da aliança política".


Fonte: Secom
Autor: Secom

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