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Pará Notícias

Um novo conceito

O retrato do Pará: O caso Rafael Viana

Na época, esse corpo não foi identificado pelo CPC e foi enterrado como indigente no cemitério do Tapanã, em Belém.

Depois que Rafael desapareceu, a família dele foi, durante 24 dias seguidos, ao CPC e não conseguiu localizar o corpo de Rafael, pois como ele foi encontrado em estado avançado de decomposição foi colocado em um setor diferenciado do IML e depois enterrado. O corpo dele foi encontrado sem as mãos e praticamente sem a cabeça.

Mais de um mês depois do crime, uma irmã de Rafael reconheceu uma tatuagem dele em uma foto do arquivo do CPC.

Entenda o caso

Rafael desapareceu na noite do dia 02 de novembro de 2007. Ele foi visto pela última vez quando participava de uma briga assim que saia de uma festa no bairro do Guamá, em Belém. Em seguida, foi preso pela guarnição da Polícia Militar comandada pelo então tenente Rodrigo Duarte Negrão, da 11ª Zpol. Também, estavam na guarnição os policiais militares Anderson Cruz da Silva, Antônio Davi Gonçalves.

Segundo consta nos autos do inquérito, no momento em que recebeu o comunicado da ocorrência de uma briga em frente ao colégio Frei Daniel, no Guamá, o tenente Negrão solicitou que assumisse o caso. No mesmo inquérito, especula-se que os policiais militares prenderam e espancaram Rafael por ele ser vizinho e amigo de um indivíduo conhecido como “Chocolate”, um dos suspeitos de ter assassinado o cabo Raimundo, o “Ray”, no dia 29 de outubro de 2007, no Porto da Palha, no bairro do Guamá.

Após transcorrido quase 3 anos do caso, o CB Gonçalves após ter sofrido uma tentativa de envenenameno em casa penal, encaminhou carta à Promotoria de Direitos Humanos, solicitando que fosse ouvido pois queria relatar fatos a ocorrer com sua pessoa e sua família.

Informou que temia por sua vida e perguntado por qual razão, informou que sabia de todas as informações sobre o caso, e o como o Tenente Negrão era o principal envolvido poderia dar cabo em sua vida, já que antes já teria mandado ceifar a vida de CB Balieiro e do Cb Marlúcio tb denunciados pelo Ministério Público e que teriam demonstrado ao mesmo que riam procurar o MP para relatar a verdadeira versão.

Assim, o mesmo passou a confessar toda a prática do crime, e que estava na viatura comandada pelo tenente Negrão, que Cruz era o motista.

Que de fato, RAFAEL foi morto na primeira ponte da Alça Viária, com tiros dados pelo Tenente Negrão, utilizando-se de uma arma, de propriedade de P. SÉRGIO. Em contribuição com a Promotoria P. Sérgio entregou a arma para o MP.

Tanto o CB GONÇALVES como o CB CRUZ participaram da reconstituição do crime, e relataram com detalhes como se deram os fatos.

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