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Pará Notícias

Um novo conceito

Casamento Impossível

Por Lourembergue Alves

Dificilmente o PPS/MT apoiará a candidatura do tucano-prefeito ao governo do Estado de Mato Grosso. Essa afirmação foi enviada recentemente, via e-mail, a esta coluna. Frase instigadora, além de pertinente. Sobretudo em razão dos depoimentos de sua principal liderança regional, sempre a favor da candidatura do empresário e neo-socialista.

O que contraria, inclusive, o pensamento do presidente nacional da dita agremiação. Não se pode ignorar, entretanto, que o PPS deve apoiar a candidatura peessedebista à presidência da República. Isso poderia favorecer a repetição da coligação também por aqui. Reforçada que é pela vontade de alguns de seus filiados, particularmente aqueles tidos como “históricos”.

Acontece que esses “históricos” constituem a parte menor do partido, sem poder de barganha algum internamente. Por conta disso, eles, os “históricos”, não podem sacramentar a aliança com os tucanos mato-grossenses. Mesmo que tivessem alguma força política dentro do PPS/MT, seria um casamento desacompanhado do aval do deputado-presidente. Impossível, portanto, de ser realizado. Não por questões ideológicas, ou em função de desentendimento programático. Mas, particularmente porque o tal enlace político-partidário jogaria por terra o antigo sonho do parlamentar-socialista.

Sonho que não é outro senão o de voltar a administrar Rondonópolis a partir de 2013. Isso porque o apoio do PPS reforçaria a candidatura do tucano. O fortalecimento dessa, por sua vez, também oxigenaria a gestão do então prefeito do referido município, que sempre se manifestou favorável a pretensão do “ex-galinho” em disputar a cadeira central do Palácio Paiaguás, ainda que o PMDB tenha postulante próprio.

Cenário que beneficia o atual gestor rondonopolitano. Ainda que o peessedebista não seja o vitorioso na eleição de 2010, ou sequer saia candidato ao cargo, substituído pelo senador-democrata.

Explica-se, então, o porquê o parlamentar-presidente do PPS/MT não aceita de forma nenhuma aliar-se ao PSDB na disputa pelo governo do Estado.

Tem-se aí o interesse particular sobrepondo aos do partido. Detalhe que sempre ocorreu no tablado da política regional. A literatura especializada é rica nesse sentido. Aliás, em todas as disputas, seja ela municipal ou regional, as ambições pessoais falam bem mais, e ecoam fortemente por todo o tabuleiro. Exemplos nessa direção não faltam. Por exemplo, em 200, quando o PSDB esteve preso em uma sinuca de bico, promovido por suas próprias lideranças, o que facilitou a eleição do representante do agronegócio.

Quadro que se amplia com a postulação de um ex-governador a disputa da prefeitura de Várzea Grande, em 2008. Mesmo ano em que se deu a retirada do petista da disputa pela chefia do Executivo cuiabano. Tudo porque uma de suas lideranças pretendia engrossar a chapa do empresário, então no PR.

Nesses casos todos, as vontades pessoais prevaleceram. Assim como se presenciou no episódio da disputa em Rondonópolis e, agora, na briga no seio do PT/MT, envolvendo o deputado federal e a senadora.

Infelizmente, é esse o retrato fiel do cenário político-eleitoral regional. Não se ilude, porque o nacional também se dá por esse mesmo viés.

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista de A Gazeta, escrevendo neste espaço às terças-feiras, sextas-feiras e aos domingos. E-mail: Lou.alves@uol.com.br

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