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Pará Notícias

Um novo conceito

Presidente garante que Santa Casa não nega atendimento à população

A Santa Casa de Misericórdia do Pará continua sendo modelo de atendimento à mulher e à criança, garantiu o presidente da instituição, Maurício Bezerra, na entrevista concedida ontem (8). Segundo ele, não existe na Região Norte melhor unidade neonatal do que a da Santa Casa, hospital que "não nega atendimento a ninguém", mas que nem sempre tem leitos disponíveis para quem procura assistência diretamente.

Quando isso ocorre, informou o presidente, a Gerência de Regulação da Santa Casa busca o auxílio da Central de Leitos da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a fim de encontrar um leito para o paciente, "inclusive garantindo o transporte em ambulância da Santa Casa e acompanhamento de profissionais".

Foi o que aconteceu com dois bebês procedentes dos municípios de Garrafão do Norte e Ipixuna do Pará na noite da última quinta-feira (7), que chegaram à Santa Casa sem documentação de referência. Em função da falta de leitos no momento, eles foram encaminhados ao Hospital do Pronto Socorro Municipal (HPSM), mas no início da noite desta sexta-feira foram transferidos para a Santa Casa.

Maurício Bezerra lamentou o que classifica de "incompreensão dos municípios", que continuam encaminhando pacientes sem cadastramento na Central de Leitos, gerando problemas para a instituição e para a própria população.

Ele explicou que a Santa Casa não dispõe de serviço de urgência e emergência neonatal e pediátrica, pois é um hospital de alta complexidade, referência para gravidez de alto risco, atendendo prioritariamente grávidas adolescentes, diabéticas, renais crônicas, hipertensas e soropositivas, ou seja, mulheres que têm possibilidades de ter prematuros extremos.

Atendimento - Esse perfil resulta em 85% de gestantes de alto risco na demanda atendida, 29% de adolescentes, 41% procedentes do interior do Estado, no nascimento de 41% de recém-nascidos com baixo peso e 104% de taxa de ocupação hospitalar na Unidade de Neonatologia, que dispõe de 40 leitos em UTI Neonatal e 67 na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), além do Alojamento Conjunto com 60 leitos e Assistência em Sala de Parto.

Por tudo isso, enfatizou Maurício Bezerra, a Santa Casa não funciona como maternidade de portas abertas e nem sempre é possível atender às mulheres com gestação normal. Isso só ocorre quando há leitos disponíveis, frisou ele, daí a necessidade dessas gestantes procurarem atendimento diretamente em outras maternidades cadastradas no Sistema Único de Saúde (SUS).

O presidente da instituição ressaltou ainda que, em um ano e meio, cerca de R$ 15 milhões foram investidos na Santa Casa pelo governo do Estado, e que o hospital continua o seu processo de reestruturação, no qual está incluída a construção da nova Unidade Materno Infantil.


Fonte: Fundação Santa Casa
Autor: Fundação Santa Casa

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