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Pará Notícias

Um novo conceito

Advogados dizem em CPI que nomeação para cartórios foi por mérito

Ouvidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio criada para investigar denúncias de tráfico de influência e venda de sentenças judiciais no processo eleitoral, os advogados Alexandre de Paula Rui Barbosa e Carlos Roberto Fernandes Alves afirmaram que não foram nomeados por influência do corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Roberto Wider – ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) –, para o 11º Ofício de Notas e para o 6º Ofício de Justiça da Comarca de São Gonçalo, respectivamente. Eles alegaram que, nos currículos entregues à Corregedoria, ambos comprovaram experiência suficiente para assumir os cargos. “Os fatos apresentados aqui hoje demonstram muita coincidência. Não é possível que, em um processo seletivo democrático, dois advogados do mesmo escritório, a L. Montenegro Associados, tenham sido nomeados na mesma época. Tudo leva a crer que tem o dedo do lobista Eduardo Raschkovsky neste caso”, disse o presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PDT).

De acordo o primeiro depoente, Alexandre Rui Barbosa, que pediu exoneração do cargo no último dia 4 de junho, após dois meses no cartório, a atividade notarial não o encantou. “Tive grande dificuldade de administrar o cartório e senti saudades do meu dia-a-dia como advogado. Por isso, preferi pedir exoneração”, explicou o convidado, que, atualmente, coordena o curso de Direito da Universidade Cândido Mendes, onde atua como professor de Eduardo Raschkovsky. Já Carlos Roberto Fernandes Alves, o segundo a ser ouvido, garantiu que começou a trabalhar na L.Montenegro em outubro de 2008. Lá, de acordo com ele, ficou sabendo da vaga para o cartório. “Não sabia que o Alexandre também ia pleitear a vaga. Deixei o meu currículo na Corregedoria e a consegui por mérito. Tomei posse no dia 1º de abril deste ano e fui exonerado no dia 18 de novembro, mas estava muito satisfeito com o meu trabalho”, explicou Alves.

O segundo depoente disse ainda que nunca se relacionou com nenhum político e que só encontrou o desembargador Roberto Wider no dia da nomeação de Alves para a Comarca de São Gonçalo. A CPI do TRE foi instalada no último dia 2 e o empresário e estudante de Direito Eduardo Raschkovsky foi o primeiro convidado a depor. Desde o dia 8 de novembro, o jornal “O Globo” fez uma série de reportagens sobre a existência de um esquema comandado por Raschkovsky, denunciando que ele abordava políticos, empresários e tabeliães, oferecendo sentenças e outras facilidades em troca de vantagens financeiras. Alegando problemas cardíacos, o empresário não compareceu à reunião. Participaram também da audiência desta sexta o vice- presidente da comissão, deputado Luiz Paulo (PSDB), e o relator, deputado André Corrêa (PPS).

Quem tiver conhecimento de qualquer negociação ou venda de decisões judiciais, tais como extorsão e práticas ilícitas que possam ajudar a comissão a colher resultados, pode entrar em contato com a CPI através do número 0800 282 5888. O serviço funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h.


Fonte: Comunicação Social da AlerjJustificar

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